Ryesakie, muren!
Vamos enfim começar a falar um pouco sobre os verbos. Para todos que conhecem a língua portuguesa, sabemos que os verbos são uma dor de cabeça e tanto, mas aí vai uma boa notícia: o sistema verbal brêmico é bem mais simples!
Primeiro, podemos dizer que é fácil identificar os verbos em brêmer: todos eles terminam em -S. Não há exceção! Há algumas raras palavras que terminam em -S e não são verbos, no entanto, elas são apenas numerais ou advérbios e serão especificados quando necessário.
É interessante dizer que, sim, os verbos brêmicos se conjugam. No entanto, não se flexionam com a pessoa do discurso (eu, tu ele, nós, vós, eles), apenas com o tempo verbal. Em relação a este, podemos dizer que temos oito tempos, sendo quatro tempos simples e quatro tempos compostos. Nesta postagem, vamos nos deter aos tempos simples. São eles: o presente simples, o passado imperfeito, o futuro simples e o imperativo.
Para a construção do presente simples, acrescentamos -/IM/ ao verbo no infinitivo. Por exemplo, temos:
Se alyesem. (“Ele anda” ou “Ele está andando”)
Ke sameelesem eke enap. (“Eu amo a minha mãe”)
Te ba letosem diaf ep obesus gam. (“Você não tem coragem de fazer isso.”)
Atentemos para o fato de que o brêmer geralmente não diferencia a forma simples da progressiva. “ele anda” e “ele está andando” são a mesma coisa. Mias à frente veremos que, em certos casos, há uma diferenciação na escrita, no entanto, a idéia permanece a mesma.
Também é importante dizer que o presente simples pode ser subentendido, ou seja, a frase acima pode ser escrita também sem conjugar-se o verbo, assim:
Se alyes.
Ke sameeles eke enap.
Te ba letos diaf ep obesus gam.
Esta forma pode ser usada naturalmente, até em ocasiões formais.
Agora vejamos o passado imperfeito. Ele se constrói acrescentando-se -/ON/ ao verbo no infinitivo. Vejamos:
Ke nandasoon malu. (“Eu gostava de maçã” ou “Eu estava gostando de maçã” ou “Eu costumava gostar de maçã”)
Ist san ye maesoon, ke imateesoon. (“Quando ele chegou, eu estava escrevendo” ou “Quando ele chegou, eu escrevia”)
A tradução pode ser feita destas três formas. As duas primeiras revelam novamente a falta de distinção entre a forma simples e a progressiva. A terceira tradução – é bom ressaltar – só pode ser feita quando, como no caso acima, o verbo aparece sozinho neste tempo, sem estar associado a outro verbo. Ainda assim, sugere, como no português, que a ação não mais ocorre no presente. No caso acima, a pessoa gostava de maçã, o que pode significar que não gosta mais.
Construímos o tempo futuro simples acrescentando-se -/UR/ ao verbo no infinitivo. Por exemplo:
Te maosur leif. (“Você saberá de tudo”)
Ke beedusur see teek ist leif unedalee. (“Eu vou procurá-lo assim que tudo tiver terminado”)
Sun zuk ba obesusur banek lateend. (“Ela não fará mais nada de errado”)
O tempo imperativo possui uma particularidade, pois se divide em dois: o Imperativo de Comando, que se constrói simplesmente retirando o -S do infinitivo do verbo; e o Imperativo de Comunhão, que se constrói trocando o -S por -IN. Vejamos:
Imperativo de Comando:
Alye! (“Ande!” ou “Andem!”)
Tada! (“Fale!” ou “Falem!”)
Ryuso! (“Corra!” ou “Corram!”)
Imperativo de Comunhão:
Alyen! (“Andemos!”)
Tadain! (Falemos!”)
Ryusoin! (“Corramos!”)
Observemos que o imperativo de comunhão é utilizado quando se quer dar uma ordem à qual o locutor se inclui. No caso do verbo alyes, não foi repetido o -I-, como sempre.
Bem, verbos são uma coisa complicada em todas as línguas, então adianto que não terminou aqui. No entanto, o brêmer também tem suas facilidades. Memorizem estas formas, pois elas serão indispensáveis na construção das próximas.
So geenoof iy aree fo!
(Bom treino e fiquem bem!)



