segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte

Vou aproveitar o dia de hoje para homenagear os brasileiros. A frase que dá nome à postagem é a conhecida do Brasil.

Para quem não sabe, hoje, dia 7 de setembro, o Brasil comemora sua Independência de Portugal. Durante a expansão marítima e comercial que ocorreu nos século XV, XVI e XVII d.C. na Terra, alguns países europeus dominaram e colonizaram terras até então desconhecidas do mundo civilizado. No ano 1500, há mais de 500 anos atrás na Terra e na Cápsula, Portugal encontrou as terras onde hoje é o Brasil e a tornou uma colônia, extraindo dela ao máximo seus recursos e levando-os à Corte portuguesa.
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes do país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade do país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I (rei de Portugal, na época) recebeu uma carta das cortes de Lisboa, capital de Portugal, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

Após este dia, que ficou conhecido como Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, incitava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimentos, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.

Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e está representada na figura abaixo: o quadro Grito do Ipiranga, de Pedro Américo. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.



E ainda em homenagem, aqui está a tradução do refrão do Hino da Independência do Brasil para o Brêmer.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Geerako braseek muriaken!
Gos anb... oleevek’koonuiy:
Zuk ebrat ryavanus irkeem
Zuk ryanes op Brase.


Parabéns, brasileiros. Congratulações às minhas três amigas brasileiras: Anna, Mayara e Karina!!!
Bakoome zuk ryak! (Independência ou morte!)

Litogramas Antigos

Na postagem anterior, esqueci de me explicar pelo quase um mês sem postar nada. Estou com vários trabalhos de comando para fazer e estudando para as provas. Eu arrumei um curto tempo para postar estas duas. Aliás, eu deveria estar estudando agora... Mas vamos ao que interessa.

Como já sabemos, o Brêmer já teve uma outra versão, a que chamamos Fibremer. O Fibremer não era como o Urbremer é hoje. Ele se escrevia e se pronunciava diferente, além de muitas palavras serem diferentes. No entanto, algumas palavras do Fibremer foram conservadas até hoje, principalmente alguns nomes e sobrenomes. Só que o sistema de escrita do Fibremer era diferente. Para escrever certas palavras com o nosso sistema, usamos um artifício: o akee.

No Urbremer, não podemos dobrar consoantes, visto que a escrita se baseia na leitura e não haveria sentido em dobrar uma consoante, fazendo adquirir a mesma leitura. No Brêmer Antigo, pelo contrário, isto acontecia muito. Vamos tomar como exemplo um sobrenome: Riddle. Ele possui um D dobrado, característico do Brêmer Antigo, pois ele vem realmente do Brêmer Antigo. Para construir este nome, primeiro vamos pôr o R no primeiro litograma, em seguida o E, que tem som de I. No próximo, não podemos permitir que o nome perca sua origem escrevendo-o normalmente, baseado no seu som, com é o normal de se escrever em brêmer. Então, o litograma terá um D e será cortado inteiramente pelo akee. Assim. No litograma seguinte, precisamos construir o OU. Sabemos que a vogal O, sozinha depois da consoante, já possui este som. Sendo assim, pomos apenas o O e completamos os espaços 1 e 2 com um akee:



Chamamos estes dois tipos de construções de litogramas antigos, porque eles só ocorrem em palavras que vêm do Brêmer Antigo. Por ser uma escrita que destoa das regras do brêmer restaurado, é muito importante conhecer palavras que a possuem. No caso acima, por exemplo, alguém que não conhece esta regra poderia ler Ridou, com o R vibrante no início da palavra, uma construção muito rara do brêmer.

Outra forma que vem do Fibremer é o som IE. Com a prática, pode-se perceber que estes dois sons consecutivos nunca ocorrem no Brêmer Restaurado. No Antigo, porém, havia uma símbolo que, sozinho, representava estes dois sons. Ele também foi conservado em alguns sobrenomes (ou na maioria deles), como, por exemplo, o sobrenome BEENAVIE, porém, não implica necessariamente em um litograma modificado: é apenas a utilização consecutiva de I e E, podendo ficar num Triplo, como vemos na palavra abaixo (“benavie” significava “elegante” no Fibremer). Vejamos sua construção abaixo:



No último litograma, podemos ler VIE (neste caso, o E é fechado: IÊ), identificando imediatamente uma palavra antiga.

Aqui estamos quase no fim do nosso estudo das regras da escrita brêmica, só faltam alguns detalhes. Mais adiante, ressaltaremos alguns pontos especiais que merecem maior atenção. Nas próximas postagens, construiremos algumas palavras e expressões em brêmer para que se possa familiarizar-se com a escrita. Em seguida, passaremos à conversação propriamente dita, junto com a gramática. Memorizem bem as regras descritas anteriormente: elas serão de suma importância.

Os Triplos

A escrita brêmica, além das regras que falamos anteriormente, possui o que denominamos anormalidades. As anormalidades são duas: os Triplos e os Litogramas Antigos. Falaremos agora sobre os Triplos.

Lembrem-se de que o normal é que o litograma tenha dois traços, uma vogal e uma consoante. No caso que mostraremos agora, o litograma apresenta três traços, por isso chamamos de Triplo. O Triplo (ryeeset, em brêmer) acontece quando, mesmo com os vários artifícios que aprendemos, não é possível dividir corretamente a palavra em litogramas, pois sobra uma vogal. Há dois tipos: o Triplo Comum, ou Mirressit (Meryeeset), e o Triplo Final, ou Surressit (Suryeeset).

Vejamos a palavra nootuo – deus. Não poderíamos pôr nenhum I depois do T, pois, neste caso, leríamos NOTIUO, pois a regra do I mudo só funciona se ele estiver entre consoantes ou no fim da palavra. Então, temos que pôr os três traços no mesmo litograma. Como sempre, começamos pelo T, que é a consoante. Depois pomos o U, pois vem primeiro. E depois, pomos o O, porém, ele não parirá da segunda linha, como normalmente acontece, mas da terceira. Isso indica que ele vem depois do U, que tem sua posição normal. No caso da palavra nootuo, vemos que este O (partindo de sua linha secundária) coincidiria com o T, então, pomos apenas um ake sobre a consoante para indicar que ali há uma repetição daquele traço, porém, como vogal. Este é o Triplo Final, pois só acontece no final das palavras.



Agora, tomemos como exemplo a palavra ada - dente. Não dá para pôr nenhum I nem usar o Triplo Final. Usaremos então o Triplo Comum. Primeiro pomos a consoante, e, em seguida, as vogais, uma apontando para frente e a outra para trás, indicando que uma vem antes e a outra vem depois da consoante. Nesta palavra, pomos também o ake para preencher os outros espaços:



Neste caso, vemos o ake sendo usado para duas funções. Primeiro, ele ocupa os espaços 2, 3 e 4, que estão vazios. No espaço 1, ele indica uma repetição de um traço no mesmo sentido da consoante, caracterizando um A depois da consoante. Pode parecer estranho, pois dissemos que o ake junto com a vogal indica uma repetição desta no mesmo sentido da outra vogal. no entanto, isto só é válido para o E e o O. No caso do A e do U, o ake é usado neste sentido. Entendamos este exemploa mais como uma exceção à regra.

Na próxima postagem, falaremos sobre a outra anormalidade. Fiquem atentos, estamos quase terminando as regras da escrita e logo passaremos para a melhor parte...