segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Verbos II


Ryesakie, muren!

Já faz um bom tempo que não posto. Final de ano sempre é uma correria. Mas escapei um tempinho pra postar. (P.S.: Estou no computador de Julio!)

Mas vamos agora continuar falando sobre verbos.

Espero que tenham decorado as formas dos tempos simples porque a partir delas, os quatro tempos compostos são bem fáceis.

Primeiro, quero que conheçam a partícula YE, por vezes chamada de partícula intensificadora, pois geralmente intensifica o sentido do tempo verbal. Vamos ver como acontece:

O presente perfeito expressa a certeza de um acontecimento que ocorre no presente. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo conjugado no presente simples. A conjugação não pode ser omitida, pois veremos que, se isso ocorrer, subentende-se que o verbo está no Passado Perfeito, e não no Presente Perfeito. Vejamos

Te aretusem ak ken ye obesusem gam ne? (“Você quer que nós façamos isso?”)

Te ye letosem so matee. (“Tenha um bom dia.”)



É importante observarmos que a conjunção integrante AK da primeira frase, que frequentemente acompanha este tempo verbal, pode ser omitida. Sendo assim, a frase acima poderia ser escrita:

Te aretusem ken ye obesusem gam ne?

O passado perfeito expressa uma ação que aconteceu e se completou no passado. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo conjugado no passado imperfeito. A conjugação é freqüentemente omitida; o verbo no infinitivo precedido da partícula YE já subentende o passado perfeito. Por exemplo:

Ke ye teerasoon ak te obesusoon. (“Eu vi o que você estava fazendo.”)

Sun ye maosoon leif. (“Ela soube de tudo.”)

Sun ye maos leif. (“Ela soube de tudo.”)



O futuro perfeito expressa a certeza de uma ação que irá acontecer no futuro. Funciona como uma confirmação, uma promessa. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo conjugado no futuro simples. Nunca deve ser omitida a conjugação, caso contrário implicará na mudança do tempo da frase.

Ist te maes, ke ye unedasur vartuk. (“Quando você chegar, terei terminado o trabalho.”)



Por último, temos o tempo possível. É necessário prestar muita atenção sobre este tempo, pois, na Língua Portuguesa, ele pode assumir várias traduções. Neste caso, ao invés de intensificar o sentido do verbo, ele o deixa duvidoso. Por conta disso, vem muitas vezes acompanhado da conjunção “se”. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo no imperativo de comando. Também nunca pode ser omitida a conjugação.

Sun tanu ye nanda gam. (“Ela gostaria muito de ganhar isso.”)

Du san ye vartu, san ye olyuku tagne. (“Se ele trabalhasse, ganharia dinheiro.”)



Obs.: Um caso muito comum no brêmer é o Subjuntivo Duplo, que usa dois vebos no tempo possível e se traduz na Língua Portuguesa com duas conjugações diferentes – Pretérito do Subjuntivo e Futuro do Pretérito –, como vimos no segundo exemplo.

Enfim, os verbos brêmicos têm oito tempos. Se vocês contarem, já vimos os oito. Mas isto não significa que eles só têm oito formas. O estudo dos verbos ainda renderá outras postagens, então, estudem!

Terasur te!
(Até mais!)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Objetos

Ya, muren!

Mais uma vez, peço desculpas pelo tempo entre uma postagem e outra, mas vou logo adiantando que a partir de agora vai ser assim mesmo. Vou postando quando puder, mas não garanto tempo algum.

Então, temos agora mais uma postagem sobre vocabulário. Nesta, mostraremos um pouco sobre alguns objetos domésticos usados na Terra e na Cápsula. Numa ten!

Abajur – inlesa
Almofada – aboom
Ar-condicionado – sufat
Armário – sookoom
Bicicleta – teendupat 
Box – book
Bule – dulub 
Cabide – dudu
Cadeira – enba 
Cama – sole
Câmera fotográfica – lemeerat 
Celular – keelusat
Centro (mesinha da sala) – keket 
Chuveiro – teakat 
Colchão – dufut 
Colher – mama
Cômoda – koonkoof
Computador – makesat
Creme dental – adalet
Desodorante – genafat 
Escova de dentes – adabug; bug ep ada
Espelho – olak
Estante da sala – neesam
Executor de mídia (vídeo, DVD player, blu-ray player, etc.) – leerat; DVD-leerat; CD-leerat 
Faca – osat
Fogão – oneef
Freezer – ukeesat 
Garfo – task 
Geladeira – keesat
Guarda-roupas – kelyamat
Home Theater – agurat
Interruptor – afiak 
Lâmpada – lesat
Lavadora de roupas – alenat; alenusat ek kelyam
Lençol – soonam
Mesa – enee
Microondas – neegorat
Pente/escova – ilelat; bug
Perfume – dosesu
Pia – etat
Poltrona – ipuf 
Prato – oroot
Privada – dooruk
Rádio – ryadet 
Sofá – tepuf 
Sugar – sesat
Talher – koozam
Tapete – tapeele
Telefone – anbad
Televisão – anbediyek
Toalha – yutaf 
Travesseiro – usu

Bem, espero que estas palavras tenham sido úteis!

Deek ur! (Até mais!)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pronomes II

Leifo ne, muren?

Pessoal, sei que já faz meses desde a última postagem, é que a faculdade e o estágio estão me ocupando muito tempo (nada a reclamar, Julio!). Mas não iremos parar!

Então agora falaremos mais um pouco sobre os pronomes. Na outra postagem, falamos sobre os pronomes pessoais e demonstrativos e agora falaremos sobre os pronomes possessivos e indefinidos.

Os pronomes possessivos são aqueles que se referem às pessoas gramaticais e dão a idéia de posse. Sendo assim, temos um para cada pessoa:

Eke (meu, minha, meus minhas)
Ekte (teu, tua, teus, tuas)
Ekse (seu, sua, seus, suas, dele, dela)
Ekan (seu, sua, seus, suas, dele)
Ekun (seu, sua, seus, suas, dela)
Eken (nosso, nossa, nossos, nossas)
Ekten (vosso, vossa, vossos, vossas, de vocês)
Eksen (seu, sua, seus, suas, deles, delas)
Ekanen (seu, sua, seus, suas, deles)
Ekunen (seu, sua, seus, suas, delas)

Como podemos ver, eles são bem simples e a relação com os pronomes pessoais correspondentes é bastante perceptível. Abaixo, temos exemplos de seu uso:

Te ye beedeesoon ekun soofeek nee. (Você pegou a blusa dela?)
Eki eneefen teek baser ye obesu gam ob ine ekte. (Meus filhos jamais fariam isso com os seus.)
Breem usem ekten! (A Cápsula é de vocês!)


Os pronomes indefinidos referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade indeterminada. Vejamos aqueles que representam:

1) pessoas: it (quem), lamurek (alguém), bamurek (ninguém), dumurek (outro, outra pessoa)

2) lugares: palu (onde), lapalu (algum lugar), bapalu (lugar nenhum), dupalu (outro lugar)

3) pessoas, lugares, coisas: et (que, o que), teend (qual, quais), lateend (algum, alguma, alguns, algumas, algo), bateend (nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas), leif (tudo, todo, toda, todos, todas), baleif (nada), nof (vários, várias), aloof (certo, certa, um certo, uma certa), dulya (outro, outra), aste (muito, muitos), anu (pouco, poucos), zuk (quanto, quantos), kuam (qualquer, quaisquer, algum, nenhum), age (cada).

It akeenes idag ye akeenesur kreest. (Quem vencer a batalha terá vencido a guerra.)
Ke asur palu te asur. (Eu estarei onde você estiver.)
Ke bagodees et ye ryeebusoon ob san. (Eu não sei o que aconteceu com ele.)
Te ye ryomees gam kat ok leif gam ematen ne. (Você esperou essa carta por todos esses dias?)
Enau zuk tagne te aretusem. (Diga quanto dinheiro você quer.)


So numat ep leif ten!
(Bom estudo para todos vocês!)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Verbos I

Ryesakie, muren!


Vamos enfim começar a falar um pouco sobre os verbos. Para todos que conhecem a língua portuguesa, sabemos que os verbos são uma dor de cabeça e tanto, mas aí vai uma boa notícia: o sistema verbal brêmico é bem mais simples!

Primeiro, podemos dizer que é fácil identificar os verbos em brêmer: todos eles terminam em -S. Não há exceção! Há algumas raras palavras que terminam em -S e não são verbos, no entanto, elas são apenas numerais ou advérbios e serão especificados quando necessário.

É interessante dizer que, sim, os verbos brêmicos se conjugam. No entanto, não se flexionam com a pessoa do discurso (eu, tu ele, nós, vós, eles), apenas com o tempo verbal. Em relação a este, podemos dizer que temos oito tempos, sendo quatro tempos simples e quatro tempos compostos. Nesta postagem, vamos nos deter aos tempos simples. São eles: o presente simples, o passado imperfeito, o futuro simples e o imperativo.

Para a construção do presente simples, acrescentamos -/IM/ ao verbo no infinitivo. Por exemplo, temos:

Se alyesem. (“Ele anda” ou “Ele está andando”)
Ke sameelesem eke enap. (“Eu amo a minha mãe”)
Te ba letosem diaf ep obesus gam. (“Você não tem coragem de fazer isso.”)



Atentemos para o fato de que o brêmer geralmente não diferencia a forma simples da progressiva. “ele anda” e “ele está andando” são a mesma coisa. Mias à frente veremos que, em certos casos, há uma diferenciação na escrita, no entanto, a idéia permanece a mesma.

Também é importante dizer que o presente simples pode ser subentendido, ou seja, a frase acima pode ser escrita também sem conjugar-se o verbo, assim:

Se alyes.
Ke sameeles eke enap.
Te ba letos diaf ep obesus gam.


Esta forma pode ser usada naturalmente, até em ocasiões formais.

Agora vejamos o passado imperfeito. Ele se constrói acrescentando-se -/ON/ ao verbo no infinitivo. Vejamos:

Ke nandasoon malu. (“Eu gostava de maçã” ou “Eu estava gostando de maçã” ou “Eu costumava gostar de maçã”)
Ist san ye maesoon, ke imateesoon. (“Quando ele chegou, eu estava escrevendo” ou “Quando ele chegou, eu escrevia”)


A tradução pode ser feita destas três formas. As duas primeiras revelam novamente a falta de distinção entre a forma simples e a progressiva. A terceira tradução – é bom ressaltar – só pode ser feita quando, como no caso acima, o verbo aparece sozinho neste tempo, sem estar associado a outro verbo. Ainda assim, sugere, como no português, que a ação não mais ocorre no presente. No caso acima, a pessoa gostava de maçã, o que pode significar que não gosta mais.

Construímos o tempo futuro simples acrescentando-se -/UR/ ao verbo no infinitivo. Por exemplo:

Te maosur leif. (“Você saberá de tudo”)
Ke beedusur see teek ist leif unedalee. (“Eu vou procurá-lo assim que tudo tiver terminado”)
Sun zuk ba obesusur banek lateend. (“Ela não fará mais nada de errado”)


O tempo imperativo possui uma particularidade, pois se divide em dois: o Imperativo de Comando, que se constrói simplesmente retirando o -S do infinitivo do verbo; e o Imperativo de Comunhão, que se constrói trocando o -S por -IN. Vejamos:

Imperativo de Comando:

Alye! (“Ande!” ou “Andem!”)
Tada! (“Fale!” ou “Falem!”)
Ryuso! (“Corra!” ou “Corram!”)

Imperativo de Comunhão:

Alyen! (“Andemos!”)
Tadain! (Falemos!”)
Ryusoin! (“Corramos!”)


Observemos que o imperativo de comunhão é utilizado quando se quer dar uma ordem à qual o locutor se inclui. No caso do verbo alyes, não foi repetido o -I-, como sempre.

Bem, verbos são uma coisa complicada em todas as línguas, então adianto que não terminou aqui. No entanto, o brêmer também tem suas facilidades. Memorizem estas formas, pois elas serão indispensáveis na construção das próximas.


So geenoof iy aree fo!
(Bom treino e fiquem bem!)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Gentílicos

Rkesakie!

Bem, pessoal, nesta postagem vamos falar um pouco sobre a formação dos gentílicos no brêmer. Só para esclarecer, aqui vai a definição da palavra “gentílico” retirada do Dicionário Aurélio:

“adj.: Relativo a gentio.
Gramática: Que designa a nação a que se pertence; pátrio.”


De acordo com a definição acima, podemos concluir duas coisas. Primeiro, os gentílicos são adjetivos, assim, já sabemos como estas palavras se comportam no brêmer. Em segundo lugar, concluímos que é necessário saber os nomes dos países em brêmer para que possamos formas os gentílicos. Abaixo, vamos listar alguns nomes de países em brêmer:

Alemanha – Deetukeest
Austrália – Ustrala
Brasil – Brase
Canadá – Kanad
China – Kyungoo
Coréia – Ankuk
Egito – Keemtee
Escócia – Alaba
Espanha – Erpana
Estados Unidos – Seeteeneteen; Benetee Soskaten; Benetee Sooskaten ek Ameerek
França – Frank
Grã-Bretanha – Breta
Grécia – Elad
Havaí – Avai
Índia – Bara
Inglaterra – Engeest
Irlanda – Ereen
Itália – Itale
Japão – Nepoon
México – Meereko
Noruega – Nooreek
Portugal – Pooruga
Rússia – Ryoosa
Vamos comentar um pouco sobre o nome dos Estados Unidos em brêmer. O nome oficial é o terceiro (Benedee Soskaten ek Ameerek), porém, é muito raro alguém usar esta forma numa conversação normal. Geralmente se diz apenas Benetee Soskaten. Outra forma que também é muito comum e hoje está sendo a mais usada inforamalmente é Seeteeneten. Ela é uma abreviação de Seeteen Beneten, que significa, literalmente, “Unidos do Norte”. No entanto, é importante dizer que, formalmente, esta forma não pode ser utilizada.

Agora que já conhecemos os nomes de alguns países, passemos para a formação dos gentílicos. Primeiro, é bom esclarecer que o brêmer possui dois tipos de gentílicos: um para pessoas e um para coisas. O gentílico pessoal (murekek todek) é formado com o acréscimo de -EK ao nome do país. Na grande maioria das vezes, os países cujo nome termina em vogal perdem esta vogal na formação do gentílico, prevalecendo a terminação. Sendo assim, temos:


Deetukeesteek (alemão), ustraleek (australiano), braseek (brasileiro), kanadeek (canadense), kyungeek (chinês), ankukeek (coreano), keemteek (egípcio), alabeek (escocês), erpaneek (espanhol), frankeek (francês), breteek (britânico), eladeek (grego), avaek (havaiano), bareek (indiano), engeesteek (inglês), ereeneek (irlandês), italeek (italiano), nepoonek (japonês), meerekeek (mexicano), nooreekeek (norueguês), poorugeek (português), ryooseek (russo)

Mais uma vez, há observações sobre o gentílico referente aos Estados Unidos. Há novamente mais de um: beneteesoskateneek (oficial), seeteenedeneek ou seeteenedeek (informais).


Quando nos referimos a coisas e não a pessoas, temos o gentílico comum (guvek todek). Ele sempre é correspondente ao gentílico pessoal, só que, ao invés de acrescentarmos -/EK/ (eek), acrescentamos -/IK/ (ek).

É bom atentarmos para algumas exceções que possam aparecer nesta formação. A mais notável é o gentílico de Areka (África), que é arekaek (africano).


E agora que já conhecemos os nomes dos países e seus gentílicos, vamos aproveitar para saber os nomes das línguas. A maioria deles é formada analogamente aos gentílicos, conforme os países de origem, no entanto, o número de exceções é um tanto maior. Tomemos como exemplo inicial a língua falada na cápsula: o brêmer. O nome é originado da junção entre Brem (cápsula) e -ER, a terminação típica dos nomes das línguas. Assim, formamos a maioria das outras:


Kyungeer (chinês), erpaneer (espanhol), frankeer (francês), eladeer (grego), italeer (italiano), nepooneer (japonês), poorugeer (português), ryooseer (russo)


Agora, vamos às principais exceções:


Alemão – deetuk
Aramaico – areemet
Hebraico – iveere
Inglês – enge
Islandês – iske
Latim – lateen
Árabe – lugat
Holandês – neeteek


Para terminar esta postagem, vou deixar uma mensagem em português mesmo, de uma banda brasileira chamada DOM:

Não importa o país
De onde você veio
Ou a língua que prefere falar.
O que conta é você sempre pensar
E poder dizer comigo outra vez:
Deus me ama!


E agora traduzida para o brêmer:

Ba ostameesem idat
Id palu te ye valesoon
Bu famed et tadasem tamares.
Et ostamesem usem koo te aodes aser
Iy enausem zutes ob ke dulya zem:
Nootuo sameelesem ke!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Carnaval

O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne", termo que, em italiano é "carne vale", dando origem ao termo Kareevalee, em brêmer. Durante o período do Carnaval na Terra, havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.

Na sua origem, o Carnaval é terráqueo e iniciou-se com a implantação da Semana Santa (Seneen Geemat) pela Igreja Católica, antecedida pelos quarenta dias de jejum e penitência da Quaresma (Neefakum). Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas (Nuveteem ek Sev), o primeiro dia da Quaresma. Mais tarde, foi incorporado ao Carnaval os bailes de máscaras (que ainda hoje temos em alguns lugares da Cápsula), fantasias e carros alegóricos.

Para calcular a data do Kareevalee, devemos analisar o ano litúrgico da Igreja Católica, que é inteiramente baseado no Calendário Gregoriano da Terra. Como o Domingo de Páscoa (Peesak) ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), a terça-feira de Carnaval ocorre 7 domingos antes da Páscoa. A data da Peesak no Calendário Capsulano é calculada de forma semelhante à Páscoa terráquea. Toma-se como base a data do equinócio de primavera do hemisfério norte terráqueo no ano correspondente e a partir dele, define-se o domingo após a primeira lua cheia (a Cápsula também representa as supostas fases da lua); sete domingos antes disso, temos o Kareeevalee.
Tomando como exemplo o ano de 2010 deste ciclo capsulano (que por acaso é correspondente ao ano de 2010 gregoriano terráqueo), temos a primeira lua cheia após o equinócio (20 de março) no dia 31 de março (na Cápsula); o primeiro domingo após este dia é o dia 2 de abril, dia da Peesak. O Kareevalee fica então sete semanas antes, no dia 17 de fevereiro.

 O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Esta época exerceu bastante influência sobre o Kareevalee capsulano. Até hoje, é uma festa bastante popular, na qual as pessoas costumam relaxar da vida regrada que temos na Cápsula e se divertir.

Não podemos esquecer, no entanto, que a violência que marca o Carnaval terráqueo acabou por chegar também a Cápsula em meados do século XVII deste ciclo. Este foi um dos motivos – se não o principal deles – pelo qual houve o Aiyeitek Gev Zukeere 1320 (Ato Constitucional Número 1320), que proibiu as festas de origem diretamente terráquea na Cápsula, no período do presidente Akenan Aminem. Antes deste Ato, as festas estavam se tornando violentas demais e sem controle. Apenas o presidente Edgard Buntur, quase dois séculos depois, restituiu as festas terráqueas, porém, com algumas restrições para torná-las mais seguras. Ele fez isso por meio do Aiyeitek Gev Zukeere 2003 (Ato Constitucional Número 2003), promulgada no mês Teot de 1803 na Cápsula. A partir deste Ato, as datas de todas as festas terráqueas foram fixadas no Calendário Capsulano.

Hoje, com violência minimizada ao máximo, todos podem se divertir tranqüilos no Kareevalee.

Beekeenot Kareevalee ep leif ten!

(Um Carnaval divertido para todos vocês!)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pronomes I

Leifo nee, muren!


Como prometi, vou responder que número é aquele da postagem anterior:

102 351 994 007. Difícil, hein!


Agora, voltemos ao assunto. Uma das partes mais importantes do brêmer são os verbos. No entanto, é impossível conhecê-los sem conhecer antes os pronomes, aos quais estão intimamente ligados.

Bem, a Breemeerek Setamed diz que:

“Tedak usem arkeet et ba goodoosem seemamef ryosalet kuam zek fe nale pufasem imut, murobuze bu baduze.”
(Pronome é uma palavra que não carrega nenhum significado léxico em si, apenas indica um nome, acompanhando-o ou substituindo-o.)

Aqui, começaremos tratando apenas dos pronomes substantivos (aqueles que substituem o nome). Os pronomes pessoais brêmicos são:

Ke (eu)
Te (tu, você)
Se (ele, ela)
San (ele)
Sun (ela)
Ken (nós)
Ten (vós, vocês)
Sen (eles, elas)
Sanen (eles)
Sunen (elas) 


É importante observar que há três formas para a terceira pessoa. Como já dissemos, o brêmer brinca com os prefixos e sufixos das palavras. Sendo assim, quando não se quer especificar o gênero ou quando o nome ao qual o pronome se refere não possui gênero, usamos SE. Quando se quer especificar o gênero, usamos SAN e SUN.

Além dos pronomes pessoais, temos os pronomes oblíquos. Eles são originados dos pronomes pessoais, mas são usados quando complementam o sentido de nomes ou verbos (ou seja, quando são objetos destes). Eles são usados tanto nos objetos diretos quanto nos indiretos, mas isto será mais bem explicado quando falarmos dos verbos. De início, apenas mostraremos eles:

Kee (me, mim)
Tee (te, ti)
See (se, si, o, a, lhe)
Ane (se, si, o lhe)
Une (se, si, e, lhe)
Keen (nos, -nosco)
Teen (vos, -vosco)
Seen (se, si, os, as, lhes)
Anein (se, si, os, lhes)
Unein (se, si, as, lhes)


Os pronomes demonstrativos, apesar de funcionarem inicialmente acompanhando o substantivo, podem também substituí-los pois, como vimos, o brêmer dá esta liberdade. Eles são bastante simples:

Gam (este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses, essas, isso) – este pronome se refere a todas as coisas que estão próximas das pessoas que estão falando no discurso, seja o “eu” seja o “tu”.

Gadam (aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo) – este pronome se refere a todas as coisas que estão longe das pessoas que estão falando no discurso, seja o “eu” seja o “tu”.

Ute (este/esta aí) – este pronome é pejorativo e depreciativo, é usado para referir-se a algo ou alguém desprezível. Suas formas masculina e feminina são utan e utun, respectivamente.

Ote (este/esta) - este pronome é o oposto de UTE, é usado para exaltar ou engrandecer alguém. Seu uso é semelhante ao de UTE e ele também possui suas formas masculina e feminina - otan e otun.

Se (este/esta/isto/um) – Si também pode ser um pronome demonstrativo quando está em contraposição a outro. Veremos nos exemplos abaixo.

Dulya (outro, outra) – É muito usado em contraposição a SE. Refere-se a algo que não faz parte do discurso.

Fe (si, o mesmo) – É considerado um pronome reflexivo, mas pode funcionar como demonstrativo. Quando ele é complemento de alguma expressão, pode-se também usar a forma alternativa fee. No entanto, fe é sempre aceitável.

Me, mee (alguém, eles) - é um pronome indeterminado. Funciona indeterminando o sujeito ou o objeto do verbo. Veremos melhor seu uso mais adiante.

Há vários outros tipos de pronomes no brêmer, no entanto, nos deteremos nestes por enquanto. Vamos deixar agora várias frases para demonstrar o uso dos pronomes:

Ke ye teerasoon gam koora feganeet. (Eu vi este cara ontem.)
Se ba doseesem ak ye beedooneesoon fe. (Ele não acredita que machucou a si próprio.)
Se bu dulya asoon let. Itee endasoon? (Um ou outro esteve aqui. Quem foi?)
Ute koo it te delyusur nee? (É este imprestável que você vai escolher?)
Ken ba aretusem gam akev gees endasem gadam. (Nós não queremos este livro, queremos aquele.)
Ist ten lem akoorees ke ye unedasur gam. (Quando vocês menos esperarem, eu terei terminado isso.)
Te teerasem kee nee? (Você está me vendo?)
Ba enau gam kee. (Não diga isto para mim.)
Ryeek te letosem koonuiy ek kee nee. (Então você tem medo de mim?)

Ryeek otun gosur ob ke nee? (Então esta maravilhosa mulher irá comigo?) 
Nale ke maos ak me ye abausoon eke baneek. (Eu só sei que alguém roubou minha casa.)
Neenee te sameelesem mee nee? (Por acaso, você está amando alguém?) 



Aree fo!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Números Cardinais

Ya, soin!


Pessoal, vamos falar agora dos números cardinais, aqueles que usamos para contar.

Para nós que usamos o sistema de numeração indo-arábico, é fácil fazer a correspondência com o sistema de numeração brêmico, mas para os outros, será um pouco mais difícil.


É importante dizer que os capsulanos também aprendem o nosso sistema, por ser o mais usado da Terra. Sendo assim, pode-se ler os números em brêmer, mesmo que estejam escritos com o nosso sistema. Assim, temos os números de 0 a 9.

0 - YUT
1 – ZU
2 – TEEM
3 – REES
4 – NEEP
5 – YK
6 – SEE
7 – GEEM
8 – MU
9 – SOS

Posteriormente lembraremos novamente, mas é bom não confundir o numeral YK (cinco) com a preposição IK (sobre/acerca de).




Como veremos adiante, o número 0 é raramente usado. Ele não é necessário no sistema numérico, foi introduzido posteriormente para representara idéia de vazio ou nulo. Inclusive, a palavra YUT também significa “nulo”. Também é usado para algumas numerações, precedendo cada número. Um exemplo é o número das Unidades Capsulanas.

Para números a partir de dez, usamos os elementos multiplicativos. Estes são símbolos utilizados nos números que representam uma multiplicação de seus valores.



Temos aqui três números, aparentemente 2, 5 e 8.

No entanto, sobre o número 2, temos um ponto, o nosso elemento multiplicativo. Isto significa que ele será multiplicado por 10. Sendo assim, temos o número 20.
A leitura deve ser feita da seguinte forma: teem fak. A palavra fak significa “10”. Ou seja: dois dez = vinte.

Sobre o número 5, temos dois pontos. Isto o multiplica por 100, obtendo o número 500.
Lemos yk zut: cinco cem = quinhentos.

Sobre o número 8, temos três pontos. Assim, temos oito multiplicado por mil, 8000.
Lemos mu doo: oito mil.


Agora vejamos os números abaixo:



Cada elemento multiplicativo só pode ser posto três vezes e deve ser posto, a princípio, acima do número. À medida que se avança no número, o valor do elemento decresce.

Por exemplo, no primeiro numeral, temos 3592. O valor do elemento do primeiro número é 1000, já que ele possui três pontos. O valor do elemento do segundo é 100, do terceiro é 10 e o quarto é 1.

No segundo numeral, vemos que os elementos podem ser postos também abaixo do número. Isso ocorre a cada três casas. Sempre são postos três símbolos, conforme será mostrado abaixo, mas nos detenhamos a este número agora:

Temos um ponto sobre o número 1 e nenhum sobre o número 5, obtendo 15.
Abaixo deste conjunto, pomos mais três pontos, o que significa que as três casas anteriores (neste caso, todas as casas) são multiplicadas por mil. Logo, temos “quinze mil”.
Continuamos com o 9, sobre o qual temos dois pontos; depois o 4, sem nenhum ponto. Temos assim 904.
Todo esse conjunto forma o número 15904.

Lemos fak yk doo sos zut neep.
Fak é “dez”, que dispensa o zu para representar uma dezena.
Fak yk é quinze. Fak yk doo é “quinze mil”.
Zut é “cem”. Sos zut é “novecentos”. Sos zut teem é “novecentos e dois”.


Vemos então que o uso do número zero é dispensável no sistema numérico brêmico.


Como cada elemento multiplicativo só pode ser usado três vezes, usamos outros símbolos para números superiores à casa dos milhares. Por exemplo, um traço vertical (|) multiplica o número por um milhão (1 000 000), um traço horizontal (-) multiplica por um bilhão (1000 000 000), uma cruz (+) multiplica por um trilhão (1 000 000 000 000), dois traços (=) multiplicam por um quadrilhão (1 000 000 000 000 000), um triângulo (∆) multiplica por um quintilhão (1 000 000 000 000 000 000), e assim por diante.

1 000 – DOO
1 000 000 – VE
1 000 000 000 – PE
1 000 000 000 000 – GA
1 000 000 000 000 000 – EM
1 000 000 000 000 000 000 – ZEE
1 000 000 000 000 000 000 000 – LOO
1 000 000 000 000 000 000 000 000 – DE

Para todos estes números, o zu não é necessário quando nos referimos a uma única unidade.

Abaixo, deixarei um número bem grande. Na próxima postagem eu digo o valor e a leitura dele:





So geenoof!
(Bom treino!)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cores

Ya, oraten!

Nesta postagem, vamos incrementar um pouco nosso vocabulário brêmico. Vamos falar das cores. No início, os capsulanos tinham um número para cada cor, correspondente à sua formação. Usava-se uma sequência que misturava palavras e números algumas vezes. As cores com formação mais simples tinham então nomes mais simples. Por exemplo, o verde puro era IOVI, o que significava uma parte de azul (IO) e uma parte de azul (VI).

No entanto, com o tempo, este sistema acabou sendo usado apenas no meio científico e até as cores mais complexas receberam nome, dependendo da freqüência do seu uso. Do brêmer antigo, recebemos apenas dezesseis nomes de cores, correspondentes apenas às cores do círculo cromático, mais o branco, preto, cinza e marrom. Em quase todos tivemos algumas mudanças ao passar para o brêmer restaurado. As variações destas e as demais receberam nomes conjugados após a reforma e algumas têm vários nomes. Mostrarei aqui apenas estes dezesseis nomes, que são os mais importantes:

Branco – dabam
Preto – atek
Cinza – kyev
Marrom – ryoopo
Vermelho – iyerma
Amarelo – karmees
Azul – zalut
Laranja – mant
Verde – ouve
Roxo – zuvet
Ocre (amarelo+laranja) – lomar
Carmim (vermelho+laranja) – nyarye
Violeta (vermelho+roxo) – dailee
Anil (azul+roxo) – nureem
Turquesa (verde+azul) – zade
Enxofre (verde+amarelo) – isteet


Agora tomemos consciência de um fato: as cores podem ser tanto substantivos como adjetivos. Sendo assim, podem obedecer às regras das duas classes. Observemos a frase abaixo:

Ke ye osoon afutedee beekta san ye osoon karmesat!
(Eu fiquei assustado porque ele ficou amarelíssimo!)


A frase acima significa que a pessoa ficou “muito amarela”. Se se referisse a coisas, também poderia significar um “amarelo muito vivo”.

Então, acho que já conhecemos um pouco mais do vocabulário brêmico. Fiquem atentos às postagens, pois agora muitas delas serão apenas sobre o vocabulário. Nesta fase, temos que começar a conhecer muitas palavras.

Deek uryoont koonap!
(Até a próxima postagem!)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Adjetivos e Substantivos

Lutee muren!

Primeiro, como esta é a primeira postagem do ano, tenho que desejar um Likin Salik Obat (Feliz Ano Novo) para todos vocês.
Mas, enfim, vamos ao que interessa: o Brêmer.

Na postagem anterior, falamos sobre como os adjetivos se flexionam, mas isto não é tudo sobre eles. Algumas vezes, os adjetivos podem ser usados como substantivos e vice-versa.
Quando os adjetivos são usados como substantivos, eles devem se flexionar conforme as regras dos substantivos. Geralmente isto ocorre quando usamos um adjetivo para se referir a algo ou alguém. No brêmer, isto é muito comum. Por exemplo:

1 - Daesem diafeem teef ken nee?
2 - Ke aretusem sosaten ep te.
3 - Ken ufas ye deekesem yak ep avenen.
4 - San nale ye talekusoon zu lukyeetun.
5 – Kareteemen ba grumeesem turen.




A tradução das frases acima pode soar estranho na nossa língua, mas é muito comum se fazer referência a algo ou alguém com um adjetivo. Vamos analisar as frases acima:

1 – A tradução seria: “Existe um corajoso entre nós?”. Seria como perguntar: “Existe alguma pessoa corajosa entre nós?”. O adjetivo diafeem (corajoso) foi usado para se referir às pessoas.

2 – “Desejo ótimos para você.”. Neste caso, o adjetivo so (bom) já flexionado no grau superlativo absoluto como sosat (ótimo) foi usado como substantivo. Refere-se a desejar “coisas boas”. Sendo assim, também foi acrescida a terminação de plural dos substantivos, ficando sosaten.

3 – “Devemos dar comida aos famintos.”. A palavra aven é um adjetivo que significa “faminto”. Foi acrescida a terminação de plural dos substantivos, ficando avenen. Aqui, ele tem o significado de “pessoas famintas, pessoas que têm fome”.

4 – “Ele só namorou uma alta.”. Neste caso, foi acrescida a terminação de gênero feminino para especificar que se trata de mulheres. Esta frase poderia ser traduzida da seguinte forma: “Ele só namorou uma mulher alta.”

5 – “Verdadeiros não traem os amigos.”. Aqui podemos ver que os adjetivos podem ser usados até como sujeito da frase. A palavra kareteem (verdadeiro) significa “pessoas verdadeiras”. Podemos ver, novamente, que, apesar de ser um adjetivo, a palavra se encontra no plural kareteemen.

Além disso, os substantivos também podem ser usados como adjetivos quando estão unidos a uma preposição, geralmente a preposição ek (de). Assim, formam o que chamamos de Erekeetek Nanarkeet (Locução Adjetiva). Este também é um fato comum na Língua Portuguesa. Vejamos os exemplos:



Acima, temos as seguintes locuções:
Sameele ek enap (Amor de mãe)
Lek ek Breem (Arquivo da Cápsula)
Teenda ek muriak (Coisa de gente)
Emat ek adup (Dia de jogo)

É importante observar que, apesar de exercerem a função de adjetivos, as locuções adjetivas são postas após o substantivo a que se referem.

Além disso, elas quase sempre possuem adjetivos correspondentes, dependendo do sentido a que se referem. Para isso, basta acrescentarmos o sufixo –ik depois do substantivo. Para as expressões acima, por exemplo, temos:

Sameele ek enap = Enapek sameele (Amor de mãe = Amor materno)
Lek ek Breem = Breemek Lek (Arquivo da Cápsula = Arquivo capsulano)
Teenda ek muriak = Muriakek teenda (Coisa de gente = coisa humana)
Emak ek adup = Adupek emat (Dia de jogo)

É importante ressaltar a terceira expressão, bastante usada no brêmer, tanto em uma forma como na outra. Ela significa algo como “coisa própria de pessoas”.

Neste quarto exemplo, devemos prestar atenção no sentido. Esta expressão refere-se a um “dia próprio para um jogo” e não num “dia em que haverá ou houve jogo”. Se estivéssemos usando este segundo sentido, não poderíamos substituir pelo seu adjetivo correspondente. Às vezes pode ocorrer esta complicação na tradução do brêmer, pois ambos os significados podem ser obtidos com a mesma expressão.

O brêmer é uma língua que brinca com os afixos e radicais das palavras. Sendo assim, praticamente todas as idéias podem ser formadas com a união de radicais, prefixos e sufixos. Na expressão acima, vimos que podemos expressar idéias que necessitam de várias palavras na Língua Portuguesa. Em breve, falaremos um pouco sobre os prefixos e sufixos brêmicos e assim teremos uma visão melhor da morfologia das palavras. Por enquanto, é necessário apenas saber isto.

Deek uryoont, muren!
(Até a próxima, pessoal!)