quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Como amanhã é dia 25 de dezembro aqui na Terra, nada mais justo do que eu falar um pouquinho sobre o Natal.

O Natal é um feriado comemorado no dia 25 de dezembro aqui na Terra e que comemora o nascimento de Jesus de Nazaré, que, segundo o cristianismo, é a encarnação e o Filho de Deus. No entanto, a data não é (reconhecidamente pela Igreja) o dia do nascimento de Jesus. Estudiosos afirmam que Jesus nasceu entre os meses de março e abril, mas a data 25 de dezembro foi usada pela Igreja para substituir a festa pagã do Sol Invicto (Sol Invictus, em latim), em que os romanos celebravam o nascimento do Deus Sol. O argumento utilizado é de que Jesus é a “Luz do Mundo” e o “Sol da Justiça”, conforme pode ser encontrado na bíblia.

É uma das festas religiosas mais importantes para o cristianismo, pois celebra quando Jesus, o Salvador, se fez homem e veio habitar no mundo, no meio das pessoas. A Igreja Católica celebra um tempo especial chamado Advento (Femaed ou Eseeiyek Femaed em brêmer), que são os quatro domingos anteriores ao Natal. Em alguns países, com destaque a Alemanha, há grandes comemorações durante todo o Advento.

O Natal é comemorado em quase toda a Terra e muitos países se mobilizam nas decorações de suas casas, culinária e no espírito de paz e fraternidade. Pisca-piscas, guirlandas, músicas natalinas, festas na igreja, cartões, ceias, árvores de natal e Papai Noel são apenas algumas das figuras típicas do Natal. Em vários lugares, a noite de Natal é vista como uma noite mágica, uma noite para repensar em tudo o que fizemos durante o ano e tentar sermos melhores no ano que se aproxima. As crianças põem seus sapatinhos ou apenas esperam que, na noite entre o dia 24 e 25, o Papai Noel traga seus presentes, isto se elas forem comportadas durante o ano...
Papai Noel, inclusive, é uma figura inspirada em São Nicolau de Mira, um bispo da Igreja Católica que viveu entre os séculos III e IV. Ele foi herdeiro de uma grande fortuna, com a qual ajudava os necessitados em segredo. Com o tempo, as pessoas passaram a esperar o presente do Papai Noel.

Na Cápsula, não estamos comemorando o Natal, já que hoje lá em 17 de julho. O Natal na Cápsula também é dia 25 de dezembro. Até meados do século XVII deste ciclo, antes do Ato Constitucional número 1320 (que proibia as festas terráqueas na Cápsula), o Natal era comemorado no mesmo dia que na Terra, o que fazia com que houvessem às vezes dois natais por ano. Quase dois séculos depois, quando as festas terráqueas foram novamente permitidas na Cápsula, houve uma organização maior e se definiram todas as datas fixas no ano capsulano, que é diferente do da Terra. De qualquer forma, é um costume terráqueo e nem todos comemoram.

Na Cápsula, a palavra que designa “Natal” é Eseeiy. É uma palavra que vem do brêmer antigo e significa nascimento. No brêmer restaurado, nascimento é eseef, mas esta palavra não é usada para designar o dia de Natal, e sim seu original eseeiy. Sendo assim, desejo um...

Leken Eseeiy ep leif!!! (Feliz Natal para todos!!!)
Iy onfam Salek Obat!!! (E um próspero Ano Novo!!!)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Adjetivos

Ya, muren!

Nesta postagem, falaremos um pouco sobre os adjetivos. Como podemos ver na Bremerik Sitamid (“A Gramática Brêmica”, em português):

Eriekeeten usem arkeeten setudee ep ufas olamaken bu zamen bu tusam ak zaus ep imutak ygeenisee.

“Adjetivos são palavras usadas para atribuir características, estados ou modos de ser ao substantivo a que se referem.”

No brêmer, os adjetivos são separados morfologicamente dos substantivos, ou seja, uma mesma palavra não pode ser adjetivo e substantivo. No entanto, como veremos em outra postagem, às vezes o adjetivo pode ser usado como substantivo e, às vezes, junto com uma preposição, os substantivos podem ser usados como adjetivos, ambos sem perder a classe à qual pertencem.

Primeiro vamos falar das flexões dos adjetivos. Eles NÃO se flexionam conforme gênero, número e grau para concordar com o substantivo a que se referem, permanecendo da mesma forma diante de qualquer palavra, mas eles possuem sua própria flexão: conforme grau.

O adjetivo possui cinco graus: o grau simples, o comparativo, o superlativo absoluto, o superlativo relativo positivo e o superlativo relativo negativo. Vejamos cada um deles:

O grau simples é aquele no qual o adjetivo se encontra, sem flexão alguma, expressando apenas seu significado. Na imagem abaixo, por exemplo, podemos ver os adjetivos soolyen sumam (desenho bonito), artum emat (dia quente), seeneet koonan (homem fraco), orat favufen (núvens grandes) e breemeek muren (pessoas capsulanas), todos no seu grau simples.



Reparemos nas expressões acima que os adjetivos sempre vêm antes dos substantivos. No brêmer, isso sempre deve ocorrer. O adjetivo não pode vir depois do substantivo a que se refere nunca!

O grau comparativo é aquele que indica o nível de grandeza ao qual o adjetivo se refere. Alguns chamam-no de grau comparativo de superioridade, pois é apenas isto que este grau pode expressar. Construímos esta flexão com o acréscimo de -OR ao adjetivo.



Na imagem acima, podemos ver a expressão “Ke usem geerakoor la Erek”, que significa “Eu sou mais bravo que Eric (Eu posso sonhar, não é...). Geerakoor vem do adjetivo geerako. Sempre que o adjetivo terminar em -O (mesmo que este tenha som de “ou”, com neste caso), ele perde o -O e recebe -OR. Além disso, vejam que, após o adjetivo, foi utilizada a palavra la, que significa “assim”, e não a conjunção “que”, com era de se esperar. O comparativo no brêmer sempre se constrói desta forma.

Também é importante chamar atenção para este adjetivo, geerako. Apesar de não ser muito usado na língua portuguesa, é bastante comum no brêmer. Ele significa “bravo, intrépido, corajoso, admirável”. Ele é usado, por exemplo, para qualificar alguém que todos querem ser como ele. É uma palavra muito importante de ser e prendida.

Outra observação, é que também existem o comparativo de inferioridade e o comparativo de igualdade. Eles não são graus do adjetivo, são apenas comparações, porém, muito usadas e que merecem uma atenção especial pela forma com se constroem.

O comparativo de inferioridade é feito pondo-se as palavras lem (menos) e la (assim), respectivamente, antes e depois do adjetivo. Por exemplo, temos a seguinte frase:

Og lesata, sun usem deekes lem lukyeet la san.

“No mínimo, ela deve ser menos alta que ele.”

Vejamos novamente o uso do advérbio la para completar o sentido da comparação. Há casos, porém, em que não é necessário o uso deste advérbio: é o que chamamos de comparação universal. Por exemplo, podemos escrever:

San asem bak lem tookyet. (Ele está menos chato agora.)

No caso do comparativo de igualdade, devemos pôr o advérbio la antes e depois do adjetivo. Vejamos:

Se usem la oram la dulya. (Um é tão nobre quanto o outro.)

Te ye atupesoon la la ke. (Ele errou tanto quanto eu.)

No segundo exemplo, vemos que a repetição sucessiva de la também indica igualdade, pois expressa “tanto quanto”.

O grau superlativo absoluto é aquele que intensifica a idéia expressa pelo adjetivo. Ele se constrói com o acréscimo de -SAT ao adjetivo. Vejamos:



Na imagem acima, temos as seguintes frases:

Sun ba usem aleek, usem aleeksat. (Ela não é magra, é magérrima.)

Gam emat asem sosat. (Este dia está ótimo.)

Esta flexão é bastante simples e muito usada na língua brêmica.

Os graus superlativos relativos são aqueles usados para intensificar a idéia expressa pelo adjetivo em relação a um outro referencial. E é dividido em dois: o positivo (que expressa superioridade) e o negativo (que expressa inferioridade). Se constroem a partir do superlativo absoluto. Acrescenta-se a ele um -A para o positivo e um -I para o negativo.
Como exemplo do superlativo positivo relativo, abaixo temos uma frase que minha mãe costumava dizer:

"Sosata balek aser usem maruksata bu ekootmeesata bu soolyensata gees it letosem maos anu ek agezu iy ba usem bature ak deenatus.”

O melhor nem sempre é o mais forte, o mais inteligente ou o mais bonito, mas o que sabe ter um pouco de cada e não tem inimigos para competir.”



Podemos ver vários exemplos, como maruksata (o mais forte), sosata (o melhor), etc. O negativo possui uma construção exatamente igual, mudando apenas a terminação, de -A para -I. isto ocorre porque, em textos mais antigos do brêmer restaurado mesmo, a construção do superlativo relativo era feita acrescentando-se AK (para o positivo) e ID (para o negativo) antes do superlativo absoluto, como palavras separadas. Com o tempo, a versão que conhecemos surgiu e a outra foi se tornando muito arcaica. Hoje, apenas a forma que podemos ver abaixo é usada, mas é importante saber disso para o caso de se precisar ler textos mais antigos.

Abaixo, temos dois exemplos:

San ba usem koomaiysata, nalie tookyetsate. (Ele não é o mais legal, apenas o menos chato.)

Gam usem dezasate vooluseeg ak ke ulet ye teerasoon. (Este é o professor menos normal que eu já vi.)



Percebam, no segundo exemplo, que o adjetivo deezasate (o menos normal) está antes do substantivo vooluseeg (professor). Nunca esqueçam esta regra: o adjetivo vem sempre antes do substantivo.

Para concluir esta parte das flexões, devemos conhecer o uso do advérbio sam com os superlativos. Este advérbio possui vários usos, entre eles, o que podemos ver abaixo:



Iyulio usem sam ganefsat. (Julio é tão rico quanto se pode ser.)

Kupet unedasur us sam sonagsata. (A obra será terminada o mais rápido possível.)

Ke aretusem ak te ye asem sam atusedeesate. (Eu quero que você esteja o menos agitado possível.)

Nas frases acima, vemos o uso do advérbio sam com os superlativos. Com o superlativo absoluto, ele expressa “tanto quanto se pode ser” ou “tanto quanto possível”. Com o superlativo relativo positivo, ele expressa “o mais possível” e com o negativo, “o menos possível”. Estas são construções bastante freqüentes no brêmer, por isso merecem atenção.

Na próxima postagem, veremos um pouco mais sobre os adjetivos. Este é um assunto um tanto grande e que merece muita atenção. Memorizem as flexões dos substantivos e adjetivos, pois as utilizaremos depois.

Dek uryoont! (Até a próxima!)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Feliz Aniversário!

Como hoje é o dia do aniversário do meu amigo Jairo, eu resolvi fazer este intervalo justamente sobre isto. PS.: Eu sei que vou me arrepender depois...

Enfim, vejamos a origem dos aniversários. Desde a fundação da Cápsula, os antigos já comemoravam os aniversários. Era uma forma de comemorar mais um ano de vida. Há relatos de que, no primeiro ano da Cápsula, houve uma pequena comemoração. No entanto, um ano na cápsula dura 384 dias, 19 dias a mais que na Terra e sem anos bissextos. Além disso, era um costume de poucos. Isto só se tornou uma tradição mesmo com a vinda dos terráqueos. Cada um conforme seu costume comemorava o aniversário.

Na Terra, o costume de comemorar o aniversário, dizem alguns estudiosos, vem desde a Grécia, onde todos os anos se homenageava a Deusa da caça, Ártemis, com um bolo e várias velas para simbolizar o luar. Este costume chegou à Europa (Alemanha) na Idade Média, onde os camponeses celebram o aniversário das crianças com um bolo, o número de velas correspondente à idade da criança e uma vela a mais para simbolizar a luz da vida. Os costumes de dar parabéns, dar presentes e de celebração - com o requinte de velas acesas - nos tempos antigos eram para proteger o aniversariante de demônios e garantir segurança no ano vindouro.

Os gregos acreditavam que cada um tinha um espírito protetor ou gênio inspirador que assistia seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Este espírito tinha uma relação mística com o deus em cujo aniversário natalício o indivíduo nascia. Os romanos também defendiam essa idéia. “Os romanos não apenas comemoravam o dia do nascimento como tinham um nome para a festa: dies sollemnis natalis”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas. Isto significava “dia solene do nascimento”.

As velas de aniversário, na crença popular, são dotadas de magia especial para atender pedidos. Acreditava-se também que as saudações natalícias tinham poder para o bem ou para o mal, porque a pessoa neste dia supostamente estava perto do mundo espiritual. Até o quarto século, o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício como costume pagão.

A palavra "aniversário" é de origem latina, proveniente da união dos vocábulos annus (ano) e vertere (voltar), sendo então "aquilo que volta todos os anos". No brêmer, a origem é semelhante. Oba significava “ano” no brêmer antigo, que deu origem a obat no brêmer restaurado; fiego é um verbo irregular no Brêmer Antigo que significa “voltar”, que deu origem, no brêmer restaurado, ao verbo figos. A junção de OBA + FIEGO deu origem a obafeg, que hoje significa “aniversário”. Obafego significa “aniversariante”. No brêmer antigo não existia uma palavra para designar “aniversário”, eles chamavam apenas de Oba Salen, que significaria literalmente “ano novo”. Posteriormente, começou-se a chamar de Oba Fiego, expressão que, literalmente, não possuía significado inteligível. Daí, tornou-se como conhecemos hoje: Obafeg.

Agora, para terminar, vou mostrar com o cantamos o “Parabéns pra Você” na Cápsula.

Tanu edeerak ep te
Id tam gam obafeg
Lekeet iy elek ep te
Iy buntur zubak ek fo!


“Muitos parabéns para você
Por mais um aniversário
Felicidades e bênçãos para você
E uma vida repleta de bem!”


Ou, como minhas amigas Mallet e Bittencourt adoram cantar:

Tanu edeerak ep te
Te usem tam deekeet
Alen ba detus ok’kare
Teek gees edeerak!


“Muitos parabéns para você
Está ficando mais velho
As velas não cabem mais no bolo
Mesmo assim parabéns!”

Leken Obafeg, Jairo!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sobre a Pronúncia

Ya, muren!

A partir de agora, veremos muitas palavras em brêmer, então é importante esclarecermos algumas coisinhas sobre a pronúncia do brêmer que ainda não comentamos.

1 - Uma coisa que torna o brêmer um pouco mais fácil é a ausência de sílaba tônica definida. A sílaba tônica pode ser qualquer uma, sem exceção e sem regras de uso. O que importa é a ordem das sílabas, independente de quem é a mais forte.
Por exemplo, a palavra kasaneeges (restaurar, renovar) pode ser lida como "kassâneguis", "kassanéguis", "kassaneguís" ou ainda "kássaneguis", apesar de esse ser um uso muito raro. Algumas pessoas possuem uma espécie de sotaque (lamaru em brêmer) e costumam acentuar mais as palavras como oxítonas ou paroxítonas, etc. No entanto, o recomendável é que se fale de forma que a frase saia o mais naturalmente possível, sem parecer forçado. Qualquer forma que se fale está correta.

2 - Essa é muito importante. Quando há duas consoantes seguidas, deve haver uma pequena pausa entre a primeira e a segunda. Não podemos ler como na língua portuguesa, numa única sílaba. Po exemplo, a palavra kroopak (cérebro) deve ser lida como "k-ropak", havendo uma pequena pausa. Só que há as exceções, são duas: DIY e TKY, que formam, respectivamente, os sons de DJ e TX. Por exemplo, as palavras diykaleks (transmissão) e natkye (caixa) não obedecem a esta regra.

3 - Evite ao máximo ler as consoantes mudas como se houvesse um I depois delas (mesmo que haja de fato, no kabremer). No brêmer antigo, o I geralmente não possuía som quando precedido por consoante e isto permaneceu no brêmer restaurado. As consoantes mudas não devem ter vestígio algum de vogal em sua pronúncia. Por exemplo, na palavra keenat (exatidão), o T não deve ser lido como se fosse TI jamais!

4 - Quando numa frase uma palavra termina em consoante e a seguinte termina em plural, elas geralmente são lidas juntas, quase sem pausa, dando a impressão de que são uma só. Não é que não há pausa, mas a pausa é bem pequena. Por exemplo, quando dizemos Leken eseeiy! (Feliz Natal), pronunciamos algo como "Likin'essej!", quase uma só palavra. O mesmo ocorre quando a palavra termina com a mesma consoante com que a seguinte começa. Neste caso, pode-se simplesmente fazer uma pausa maior na consoante. Por exemplo, na expressão Bakeenes suf ek kasufumen! (Perder o ar dos pulmões!), lemos algo com "Bakenis'suf ek'kasufumin", apenas se demorando um pouco mais no S e no K.

Aree fo!

domingo, 15 de novembro de 2009

Vocabulário

Ya, muren!

Pessoal, esta vai ser uma postagem bem simples. Vou apenas deixar um vocabulário de palavras muito usadas. Ao longo do tempo, aprenderemos como usá-las.

pessoa - muriak
homem - koonan
mulher - koonun
menino, garoto - yonan
menina, garota - yonun
bom, boa - so
mau, má, ruim - gat
bem - fo
mal - fat
sim - ne
não - balek, ba
início - fent
final, fim - abut
dinheiro - tagne
mão - tame
braço - neert
cabeça - koopat
alto - lukyeet
baixo - peneet
ser - zaus
estar - samas
ir - gos
existir - daes
perna - okze
pé - dep
ficar de pé - tooneeges
sentar-se - neebas
luz - les
aqui, cá - let
aí - fet
ali, lá - net
água - sisu
comida - yak
ar - suf
arma - keru
calor - artuf
frio - buruf
bonito - soolyen
feio - geeneek
tiro - gere
medo - koonuiy
animal - deloome

não sei - ke bagodeesem
não consigo entender - ke ba meenatusem datus
me ajude - neerfu kee
eu estou perdido - ke bakeenedee
fale mais devagar - tam vaneen tadau
meu nome é ... - eke imut usem ...

Espero que essas palavras ajudem um pouco. Depois usaremos mais elas.

Agora, mostrarei mais uma despedida informal. Ela significa: "fiquem bem".
Aree fo!

Substantivos

Ryesakie!

Iniciaremos agora o estudo da gramática brêmica. É bom que os pontos anteriores estejam bem memorizados, pois não serão retomados a partir daqui, a não ser para um eventual esclarecimento.

Primeiro, é importante dizer que o Brêmer possui nove classes gramaticais: o substantivo, o adjetivo, o pronome, o numeral, a preposição, a conjunção, o verbo, o advérbio e a interjeição. Este último é pouco expressivo, possuindo uma ínfima quantidade de palavras e sendo pouco utilizado na literatura. Foi mencionado aqui apenas para que vocês saibam que ele existe.

Ademais, é importante saber que, das nove classes, advérbios, interjeições, conjunções e preposições não se flexionam de modo algum. Nesta postagem, falaremos um pouco sobre os substantivos.

O substantivo é uma das classes gramaticais mais importantes do Brêmer, constituindo um dos núcleos das frases. Ele pode flexionar-se conforme gênero, número e grau.

Para levar ao plural, basta acrescentarmos -IN no final da palavra. Quando a palavra já termina com -I, acrescentamos apenas -N. Vejamos as frases a seguir:
Daesem koonan net. (Há um homem ali)
Daesem ryees koonanen net. (Há três homens ali.)
Te usem anve! (Você é um anjo!)
Ten usem anven! (Vocês são anjos!)



É importante dizer, no entanto, que há palavras no Brêmer que não se modificam quando vão para o plural. Por exemplo, a palavra nekeed (gêmeo, gêmeos) tem a mesma forma para o singular e o plural. Do mesmo modo, as palavras edeerak (parabéns), iynum (consoante), katras (vogal), efed (culpa), etc.

Quanto ao gênero, podemos classificar uma palavra em Brêmer como masculina, feminina ou neutra. As palavras neutras são todas aquelas que não expressam necessariamente um sexo, como nomes do objetos, sentimentos, etc. Além disso, quase todas as palavras podem ser neutras, desde que o seu gênero seja ignorado. Geralmente, a palavra é originalmente neutra e, quando queremos associá-la a um gênero, acrescentamos as terminações de gênero.

Para o masculino, acrescentamos -AN e para o feminino, acrescentamos -UN. Na verdade, estas sílabas sozinhas significam “masculino” e “feminino”, respectivamente. Vejamos:

Vooluseeg odoolere voolem usem vooluseegan bu vooluseegun nee?
(O professor que vai dar aula é um professor ou uma professora?)



No primeiro caso, a palavra vooluseeg está no gênero neutro, pois aí não se deseja especificar o gênero. Já volusegan expressa a palavra “professor” na sua forma masculina e vooluseegun, na sua forma feminina. Há algumas poucas palavras, no entanto, que já possuem um gênero explícito nelas. São palavras que não existem sem gênero. Por exemplo, as palavras koonan (homem) e koonun (mulher), eneefan (filho) e eneefun (filha), edap (pai) e enap (mulher).

Quanto ao grau, os substantivos podem ser flexionados no grau simples (o grau que já estão na sua forma natural), aumentativo e diminutivo. Para o aumentativo, acrescentamos -AT altes da última vogal da palavra e para o diminutivo, acrescentamos -IL. Por exemplo:
Sun ye olyukusoon danate. (Ela ganhou um presente grande.)
Ke ufasur akelev ep ane. (Eu darei a ele um livrinho.)


É importante dizer que as terminações de grau e gênero podem ser postas separadamente, precedendo as palavras a que se referem, pois, sozinhas, elas já expressam a idéia de grande e pequeno e masculino e feminino. Por exemplo, as frases acima podem ser escritas da seguinte forma:

Vooluseeg odoolere voolem usem an vooluseeg bu un vooluseeg nee?
Sun ye olyukusoon ta dane.
Ke ufasur le akev ep ane.


Também é bom destacar que LI e TA precedendo o substantivo lhe dão um sentido estritamente denotativo. Por exemplo, se eu quero dizer "um grande presente" me referindo não ao tamanho, mas ao seu valor, à sua importância, deve-se escrever danate ou orat dane. As palavras orat (grande) e epet (pequeno) podem dar, às vezes, um sentido conotativo ao substantivo a que se referem. Além disso, raramente são usados quando nos referimos a pessoas. Neste caso, o aumentativo e diminutivo sintético são preferenciais.

Agora pensemos no seguinte: e se um mesmo substantivo se flexionar conforme gênero, número e grau ao mesmo tempo? Teremos então que acrescentar as três terminações. Mas, neste caso, deve-se obedecer uma ordem que as terminações devem ter: grau – gênero – número.
Por exemplo, como poderíamos escrever a palavra “enfermeirazinhas” em Brêmer?

Seenuteleegunen



Senuteg significa “enfermeiro”, sem gênero; -un- é a terminação de gênero feminino; -il- é a terminação de diminutivo; e -in é a terminação de plural.


Eu sei que foi muita informação, mas quando você se acostuma é até simples. Se vocês estudarem, vão pegar rapidinho.

Say! Say! (Tchau! Tchau!)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cumprimentos

Ryesakie!

Depois de uma breve introdução (Breve?!!) sobre o brêmer, comecemos por onde todo estudo de língua começa: com os cumprimentos.

Podemos começar pelo nosso conhecido (há pouco) Ryesakie. Esta é uma palavra que tem suas origens no Brêmer Antigo – como a maioria dos cumprimentos brêmicos que não possuem tradução –, mas não se conhece sua origem exata. Ela pode ser usada em ocasiões que não exigem muita formalidade, mas sem querer ser totalmente informal. É usada principalmente como despedida quando as pessoas em questão se vêem comumente, mas também pode ser usada ao encontrar alguém. De qualquer forma, é um cumprimento informal, utilizado por pessoas que costumam ver-se constantemente. A resposta a ele também é ryisakie.

So matee!
So mata!
So niaiy!
Sobak!
So emat!

Os três primeiros significam, respectivamente, “Bom dia!”, “Boa tarde!” e “Boa noite!”. Podem ser usados tanto em ocasiões formais como informais. O quarto é um dos cumprimentos mais usados do Brêmer. Pode ser tanto formal como informal e substitui os três anteriores. Significaria, literalmente, “bom agora”. Na realidade, Sobak! é um cumprimento originalmente brêmico, enquanto os outros três vêm de influências terráqueas.
O quinto cumprimento mencionado, So emat!, tem a mesma função de Sobak!, podendo ser usado durante todo o dia. No entanto, é de uso estritamente formal. Sua tradução literal seria “bom dia”, diferente de So matee!, que significa “boa manhã”.

Ya!
Atee!

Estes são os famosos “Oi!” e “Olá!”, respectivamente. O primeiro é bem mais usado. Eles não têm distinção de formalidade, mas Ya! geralmente é usado por pessoas que já se conhecem ou pelo menos já se viram.

Say!
Teerasur tee!

Estes são as despedidas. “Tchau!” e “Até logo!”. Teerasur tee! Significa, literalmente, “te verei”. Muito provavelmente vem do antigo Teerasur tee det!, que significa “te verei em breve”.

Leifo nee?
Este significa “tudo bem?”. Vem da junção de leif (tudo) e fo (bem). O ne no final é uma partícula brêmica que indica interrogação. É bastante informal e a resposta seria Leifo! ou simplesmente Ne! (sim) se a pessoa esta bem. Se não está bem, geralmente se responde Leifat! (Tudo mal!) ou Baleifo! (Nada bem!) ou simplesmente Ba! ou Balek! (ambos significam “não”).
Também é importante ressaltar que Leifo nee? é apenas uma saudação, não é usado para perguntar realmente se a pessoa está bem. Neste caso, utiliza-se Ke asem fo nee? ou Ke samas fo nee? (Você está bem?), mas isto será visto mais adiante.

Ryalooksee!
É o famoso “obrigado”. Também pode ser usado tanto em ocasiões formais como informais. No entanto, há uma forma abreviada, Ksee!, que é bem mais informal. A resposta a ele seria Leifo!.

Damee!
Significa “desculpe!”. É utilizado para pedir perdão, também não distinguindo formalidades. Sua resposta é Anke! (Certo!). Com menos formalidade, também pode-se responder Ne! (Sim!).

Senate!
Significa “com licença”. Simboliza um pedido de permissão para fazer algo. Geralmente não há resposta para este cumprimento, porém, formalmente, pode-se dizer simplesmente Ne!.

Edeenesem!
Edeenes!

Significa, originalmente, “sinto muito”. É usado quando se quer dar os pêsames por algo e para mostrar que você também sente pelo sofrimento da outra pessoa. Algumas vezes, também pode ser usado para se pedir desculpas ou licença, principalmente quando a situação for incômoda. Por exemplo, quando se vai entrar num lugar na hora errada, pode-se dizer Senate! ou, para expressar o próprio constrangimento pela ocasião incômoda, dizer apenas Edeenes!.

Zakoosu!
É o famoso “por favor”. Sugere um pedido polido, mas também é usado em ocasiões informais. Como veremos depois, é uma palavra que pode vir em qualquer lugar da frase, inclusive entre o sujeito e o verbo, caso raro no Brêmer.

Asenedee!
Vem do Brêmer Antigo e significa, literalmente, “sempre unidos”. Era usado como encorajamento nas guerras do passado e chegou até os dias de hoje. É usado para dizer a uma pessoa que ela não está só, que vai dar tudo certo. Geralmente é respondido com um Ryalooksee!, mas não exige resposta. Quando usada apenas como encorajamento ou cumprimento, as pessoas costumam responder Aser!, que significa "sempre", talvez pelo seu significado. Seria algo como um: "Sempre unidos!" "Sempre!"

Dadebe!
A tradução literal é “firmeza, estabilidade”. É usado para encorajar alguém. Também é utilizado como um “se toca” ou “acorda”.

So fent!
Significaria literalmente “bom começo”, mas é usado como um “prazer em conhecê-lo”. É um pouco formal. Sua resposta seria Nagso!, que significaria, literalmente, “bom também”, mas é usado como um “prazer em conhecê-lo também”.

Ikee!
É uma interjeição que tem o mesmo uso do nosso "Oba!". É uma expressão de entusiasmo. A primeira é de uso mais freqüente, mas alguns ainda usam o Iukee!, de maneira mais informal, apesar de ambos serem um tanto informais. Todos têm a mesma função.

Olatee!
Lutee!

Estas duas palavras são usadas para exaltar algo ou alguém, como um "Salve!". Geralmente são seguidas pelo objeto que se quer saudar. Por exemplo: Olatee Breem! significa "Salve a Cápsula!". No entanto, o primeiro é bem mais formal que o segundo. Lutee! é o imperativo do verbo lutees, que significa, literalmente "saudar". Ele é mais usado popularmente e em qualquer ocasião, não sendo incomum também em ocasiões formais. Olatee!, no entanto, não deve ser usado em ocasiões informais, pois não é muito comum. Este é uma palavra que vem direto do brêmer antigo, sem sofrer alterações fonéticas.

Olate!
Tem a mesma origem de Olatee!, mas este é usada mais como um “Viva!”, sem haver necessitar de complemento. É uma expressão de alegria e regozijo. A repetição de Olatee! Também pode ter o mesmo uso, ou seja, Olatee! Olatee! é o mesmo que Olate!.

Lalakee!
Funciona como um "Vamos lá!". A origem desta expressão é desconhecida, mas é uma expressão muito usada de maneira informal.

Aos poucos, iremos falar sobre outras expressões idiomáticas do Brêmer, mas, por enquanto, fiquemos por aqui. Prestem muita atenção sobre o que falamos até agora, pois tudo isso foi necessário apenas para que comecemos a gramática brêmica.

Teerasur teen!
(Vejo vocês em breve!)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pontuação

Como deixei três frases para treinar o Brêmer, aqui vão as respostas:

Na primeira frase, podemos ler “Ke ba gaes zutes! Ke ba datus!“, que significa “Eu não posso entrar! Eu não consigo!”.

Na segunda frase, temos “Tam anu istum iy leif daesur kanees.”, que significa "Mais um pouco e tudo deixará de existir.".

Na terceira frase, temos “Aser ke maosoon it ten usoon.”, que significa "Eu sempre soube quem vocês eram.".

Vocês devem ter observado, na primeira frase, um símbolo que encontramos no final de cada um dos períodos. Este símbolo faz parte do sistema de pontuação do Brêmer. Ele é o ponto de exclamação. Como podemos ver na tradução da frase, é uma frase exclamativa e, assim, necessita do ponto de exclamação para representar isto. A seguir, apresentaremos todos os sinais de pontuação do Brêmer, com suas respectivas funções e utilizações.

Já conhecemos o ponto de exclamação, conhecido no Brêmer apenas por tadaut, que significação literalmente “exclamação”. Também é muitas vezes referido pelos estudiosos como eryak ek tadaut (“marca/sinal de exclamação”), para diferenciá-lo da ação de exclamação em si. No pequeno texto abaixo, podemos vê-lo circulado em vermelho, logo após a palavra YA, que significa “oi” em brêmer.



O texto acima pode ser lido da seguinte forma:
Ya!
Eke imut usem Venesius Kotoon RyeerentoonIsmet.
Ke usem breemeek gees eke enapek ageem usem keesteek (sen keevasem ok engeest).
Ke usem makzeeg, daturev ke usem ok Breem 03, ke nevegasem soolasof ob eke ture Jeizoon.


Sua tradução é a seguinte:
“Oi!
Meu nome é Vinicius Coulton Harrington-Smith.
Sou capsulano, mas minha família materna é terráquea (eles moram na Inglaterra).
Sou comando, estudo atualmente na Cápsula 03 e divido o quarto com meu amigo Jason.”

Com este texto, podemos mostrar o ponto final (eryak ek abut, ou simplesmente abut), usado, naturalmente, para marcar o fim das frases. É representado por um traço horizontal que fecha toda a linha. Também podemos vê-lo três vezes no texto abaixo.



Em seguida, podemos apresentar a vírgula (eryak ek meepat, ou simplesmente meepat). Em primeiro lugar, devemos atentar para o fato de que ela não é usada da mesma forma que na Língua Portuguesa. A função da vírgula é, naturalmente, marcar uma pequena pausa no discurso, menos que o ponto final. No Brêmer, ela é usada quase que unicamente para separar elementos de uma seqüência e orações coordenadas que não são separadas por uma conjunção.



No texto abaixo, podemos ver três orações: Ke usem makzeeg, daturev ke usem ok Breem 03, ki nevegasem soolasof ob eke ture Jeizoon, que significam “Sou comando, estudo atualmente na Cápsula 03 divido o quarto com meu amigo Jason”. Não é necessário pôr a conjunção iy, que significa o nosso “e” na última oração. Esta conjunção só é utilizada quando se quer dar destaque a uma determinada oração, como vimos na postagem anterior:

Iy ken gosur fegos ep eken fiageem – “E iremos voltar aos nossos antepassados.”

Por enquanto, não é necessário atentar para isso, pois retomaremos depois.
E, por último, podemos ver o sinal de pontuação brêmico que chamamos de eryak ek ukfarek, ou simplesmente ukfarek, que geralmente é traduzido no português como “aspas”. No entanto, ele é usado para destacar qualquer frase ou expressão, podendo funcionar como aspas, parênteses ou até travessão, indicando discurso direto, fala de personagens. Ele consiste em um traço no lado esquerdo antes da expressão a ser destacada e um traço no lado direito depois da expressão. No texto abaixo, ele está funcionando como parênteses.



Por último, vou comentar sobre um símbolo que não faz parte do sistema de pontuação brêmico, mas completa os únicos cinco símbolos gráficos da língua: o chamado agatat (literalmente, “separador”). Ele tem função semelhante ao nosso hífen, serve para separar as palavras quando elas não podem ser inteiramente escritas numa única linha. Como vemos abaixo na palavra breemeer, pois só houve espaço para escrever o primeiro litograma. Ficamos então com b-remer. O agatat foi usado para indicar que ambas as partes pertenciam a uma única palavra.



Antes de encerrar, vou deixar um cumprimento muito usado na Cápsula. Ele não possui tradução na Língua Portuguesa, mas pode ser para cumprimentar pessoas que se vêem constantemente, com um pouco de formalidade. A resposta é a mesma, é só repetir.

Ryesakie!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Leitura do Kabremer

A partir de agora, já podemos entrar na gramática brêmica. No entanto, antes disso, vamos exercitar-nos na construção e na tradução do Kabremer. Em primeiro lugar, vejamos a frase que pusemos na postagem “Surpresa”, que também pode ser vista no link abaixo:
http://alinguabremica.blogspot.com/2009/08/surpresa.html



Será que alguém já consegue lê-la?
Vamos à análise:
No primeiro litograma temos um I apontando para trás e um Y apontando para frente. Como vocês já sabem, IY se lê ji. Esta é uma conjunção aditiva do Brêmer, correspondente ao nosso “e”. Ela também pode ser usada, como vemos aqui, para iniciar frases, pois esta conjunção, no brêmer, também serve para destacar a expressão que a segue, mas isto falaremos depois.

Nos dois litogramas seguintes, concordemos que podemos ver KENI, que corresponde a ken, significando “nós”. GOSURI corresponde a gosur e é o verbo gos no futuro. Associado a ken, significa “iremos”. FEGOSI corresponde a fegos e significa "voltar". EP é a preposição “para”. EKEN, que corresponde a eken é o pronome possessivo de primeira pessoa do singular, significando “nosso”. FEAGEEM, que corresponde a fiageem, significa “antepassado”; é uma das palavras do Brêmer que não vai para o plural. Neste caso, ela significa “antepassados”.

Assim, construímos a frase: "Iy ken gosur fegos ep eken fiagem", que significa: “E iremos voltar aos nossos antepassados.” Deixo aqui mais um mistério: aguardem, em breve ouvirão muito esta frase.

Agora, para treinar, vou deixar três frases para serem traduzidas. Na próxima postagem, direi como se lêem e suas traduções.



So geenoof!
(Bom treino!)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte

Vou aproveitar o dia de hoje para homenagear os brasileiros. A frase que dá nome à postagem é a conhecida do Brasil.

Para quem não sabe, hoje, dia 7 de setembro, o Brasil comemora sua Independência de Portugal. Durante a expansão marítima e comercial que ocorreu nos século XV, XVI e XVII d.C. na Terra, alguns países europeus dominaram e colonizaram terras até então desconhecidas do mundo civilizado. No ano 1500, há mais de 500 anos atrás na Terra e na Cápsula, Portugal encontrou as terras onde hoje é o Brasil e a tornou uma colônia, extraindo dela ao máximo seus recursos e levando-os à Corte portuguesa.
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes do país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade do país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I (rei de Portugal, na época) recebeu uma carta das cortes de Lisboa, capital de Portugal, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

Após este dia, que ficou conhecido como Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, incitava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimentos, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.

Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e está representada na figura abaixo: o quadro Grito do Ipiranga, de Pedro Américo. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.



E ainda em homenagem, aqui está a tradução do refrão do Hino da Independência do Brasil para o Brêmer.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Geerako braseek muriaken!
Gos anb... oleevek’koonuiy:
Zuk ebrat ryavanus irkeem
Zuk ryanes op Brase.


Parabéns, brasileiros. Congratulações às minhas três amigas brasileiras: Anna, Mayara e Karina!!!
Bakoome zuk ryak! (Independência ou morte!)

Litogramas Antigos

Na postagem anterior, esqueci de me explicar pelo quase um mês sem postar nada. Estou com vários trabalhos de comando para fazer e estudando para as provas. Eu arrumei um curto tempo para postar estas duas. Aliás, eu deveria estar estudando agora... Mas vamos ao que interessa.

Como já sabemos, o Brêmer já teve uma outra versão, a que chamamos Fibremer. O Fibremer não era como o Urbremer é hoje. Ele se escrevia e se pronunciava diferente, além de muitas palavras serem diferentes. No entanto, algumas palavras do Fibremer foram conservadas até hoje, principalmente alguns nomes e sobrenomes. Só que o sistema de escrita do Fibremer era diferente. Para escrever certas palavras com o nosso sistema, usamos um artifício: o akee.

No Urbremer, não podemos dobrar consoantes, visto que a escrita se baseia na leitura e não haveria sentido em dobrar uma consoante, fazendo adquirir a mesma leitura. No Brêmer Antigo, pelo contrário, isto acontecia muito. Vamos tomar como exemplo um sobrenome: Riddle. Ele possui um D dobrado, característico do Brêmer Antigo, pois ele vem realmente do Brêmer Antigo. Para construir este nome, primeiro vamos pôr o R no primeiro litograma, em seguida o E, que tem som de I. No próximo, não podemos permitir que o nome perca sua origem escrevendo-o normalmente, baseado no seu som, com é o normal de se escrever em brêmer. Então, o litograma terá um D e será cortado inteiramente pelo akee. Assim. No litograma seguinte, precisamos construir o OU. Sabemos que a vogal O, sozinha depois da consoante, já possui este som. Sendo assim, pomos apenas o O e completamos os espaços 1 e 2 com um akee:



Chamamos estes dois tipos de construções de litogramas antigos, porque eles só ocorrem em palavras que vêm do Brêmer Antigo. Por ser uma escrita que destoa das regras do brêmer restaurado, é muito importante conhecer palavras que a possuem. No caso acima, por exemplo, alguém que não conhece esta regra poderia ler Ridou, com o R vibrante no início da palavra, uma construção muito rara do brêmer.

Outra forma que vem do Fibremer é o som IE. Com a prática, pode-se perceber que estes dois sons consecutivos nunca ocorrem no Brêmer Restaurado. No Antigo, porém, havia uma símbolo que, sozinho, representava estes dois sons. Ele também foi conservado em alguns sobrenomes (ou na maioria deles), como, por exemplo, o sobrenome BEENAVIE, porém, não implica necessariamente em um litograma modificado: é apenas a utilização consecutiva de I e E, podendo ficar num Triplo, como vemos na palavra abaixo (“benavie” significava “elegante” no Fibremer). Vejamos sua construção abaixo:



No último litograma, podemos ler VIE (neste caso, o E é fechado: IÊ), identificando imediatamente uma palavra antiga.

Aqui estamos quase no fim do nosso estudo das regras da escrita brêmica, só faltam alguns detalhes. Mais adiante, ressaltaremos alguns pontos especiais que merecem maior atenção. Nas próximas postagens, construiremos algumas palavras e expressões em brêmer para que se possa familiarizar-se com a escrita. Em seguida, passaremos à conversação propriamente dita, junto com a gramática. Memorizem bem as regras descritas anteriormente: elas serão de suma importância.

Os Triplos

A escrita brêmica, além das regras que falamos anteriormente, possui o que denominamos anormalidades. As anormalidades são duas: os Triplos e os Litogramas Antigos. Falaremos agora sobre os Triplos.

Lembrem-se de que o normal é que o litograma tenha dois traços, uma vogal e uma consoante. No caso que mostraremos agora, o litograma apresenta três traços, por isso chamamos de Triplo. O Triplo (ryeeset, em brêmer) acontece quando, mesmo com os vários artifícios que aprendemos, não é possível dividir corretamente a palavra em litogramas, pois sobra uma vogal. Há dois tipos: o Triplo Comum, ou Mirressit (Meryeeset), e o Triplo Final, ou Surressit (Suryeeset).

Vejamos a palavra nootuo – deus. Não poderíamos pôr nenhum I depois do T, pois, neste caso, leríamos NOTIUO, pois a regra do I mudo só funciona se ele estiver entre consoantes ou no fim da palavra. Então, temos que pôr os três traços no mesmo litograma. Como sempre, começamos pelo T, que é a consoante. Depois pomos o U, pois vem primeiro. E depois, pomos o O, porém, ele não parirá da segunda linha, como normalmente acontece, mas da terceira. Isso indica que ele vem depois do U, que tem sua posição normal. No caso da palavra nootuo, vemos que este O (partindo de sua linha secundária) coincidiria com o T, então, pomos apenas um ake sobre a consoante para indicar que ali há uma repetição daquele traço, porém, como vogal. Este é o Triplo Final, pois só acontece no final das palavras.



Agora, tomemos como exemplo a palavra ada - dente. Não dá para pôr nenhum I nem usar o Triplo Final. Usaremos então o Triplo Comum. Primeiro pomos a consoante, e, em seguida, as vogais, uma apontando para frente e a outra para trás, indicando que uma vem antes e a outra vem depois da consoante. Nesta palavra, pomos também o ake para preencher os outros espaços:



Neste caso, vemos o ake sendo usado para duas funções. Primeiro, ele ocupa os espaços 2, 3 e 4, que estão vazios. No espaço 1, ele indica uma repetição de um traço no mesmo sentido da consoante, caracterizando um A depois da consoante. Pode parecer estranho, pois dissemos que o ake junto com a vogal indica uma repetição desta no mesmo sentido da outra vogal. no entanto, isto só é válido para o E e o O. No caso do A e do U, o ake é usado neste sentido. Entendamos este exemploa mais como uma exceção à regra.

Na próxima postagem, falaremos sobre a outra anormalidade. Fiquem atentos, estamos quase terminando as regras da escrita e logo passaremos para a melhor parte...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Visão geral sobre o ake

Há oito dias não posto nada. Desculpem, é que estive ocupado. Mas, como disse na postagem anterior, vamos agora falar sobre o akee.

O ake é um elemento essencial na construção do Kabreemeer. Vejamos agora todas as suas funções:

1 - Em primeiro lugar, o akee serve para preencher espaços. O espaço 2 (entre a primeira e segunda linhas) e o espaço 3 (entre a segunda e terceira linhas) nunca podem ficar vazios, sendo necessário o uso do ake. Por exemplo, na palavra kaneef (honra):



Vemos que, no primeiro litograma, os espaços 2 e 3, naturalmente, não seriam preenchidos, em vista da posição dos okren, no entanto, foi posto um akee para não deixá-los vazios.

2 - Outra função do akee é, como já foi falado, ser indicador de vogal. Quando a consoante se localiza no mesmo espaço e posição que a vogal num litograma, usamos apenas o akee para indicar que ali há uma vogal. Por exemplo, a palavra booryav (farda, uniforme):



Vemos no segundo litograma que o okre Y iria se sobrepor ao okre R. Sendo assim, é necessário apenas pôr o akee. A ponta do akee indica onde a vogal começa e, considerando que a consoante aponta para a direita, a vogal também o fará, caso contrário, precisaria ser representada, cruzando o R. também é necessário chamar atenção ao fato de o akee começar do espaço 1: isto ocorrerá sempre que ambos os espaços de uma extremidade estiverem vazios.
No terceiro litograma também podemos exemplificar a função de ocupar espaços do akee.

3 – O akee também indica a repetição quando os okren E ou O são repetidos e não há como subentender a repetição. Tomemos como exemplo as palavras damee (pedido de desculpa) e muroob (companheiro):



Neste caso, a posição da consoante não permite expressar a duplicidade da vogal, então usamos o ake para evitar que se confunda com a vogal única, como podemos ver na formação do litograma. Isto implicaria na leitura incorreta (dami e muroub, nos exemplos acima) e possível mudança de sentido.

4 - Aqui entraremos num assunto que será tratado na próxima postagem, portanto, apenas explicaremos como ocorre. O motivo será detalhado posteriormente.
Apesar de o Brêmer possuir uma escrita baseada nos sons, às vezes é necessário dobrar algumas consoantes. Elas ficarão únicas no litograma, que será inteiramente cortado pelo ake. Tomemos como exemplo um sobrenome muito conhecido (o do meu estimado professor de comando da Unidade 03): Crammer.



Como podemos ver, no terceiro litograma, a consoante M fica sozinha e o litograma é inteiramente cortado pelo ake.

Encerramos aqui nosso estudo do ake. É bom memorizar estas funções, pois elas são essenciais no reconhecimento dos litogramas. Estamos quase encerrando nosso estudo do Kabremer e, em breve, partiremos para a leitura e tradução propriamente ditas.

So numat iy deek uryoont!
(Bom estudo e até a próxima!)

domingo, 9 de agosto de 2009

Kabremer (parte 2)

De acordo com as instruções da postagem anterior, não é difícil imaginar que algumas vogais irão coincidir com a posição de algumas consoantes, por exemplo, na sílaba DA. Neste caso, a vogal será omitida, pois já está subentendida. Mas, para que não se confunda com um okri D sozinho, utilizamos outro traço chamado akee, que é perpendicular às linhas e, entre outras funções, atua como indicador de vogal. Vejamos:



Como o ake termina no meio da linha, subentende-se que, dali, inicia-se uma vogal, que só pode ser a vogal A, apontando para a direita, conforme a posição da consoante D.

Outra coisa: numa palavra, normalmente (depois explicaremos algumas exceções), não se pode ter mais de uma consoante num único litograma e nem pode haver um único traço no bloco. Assim, podemos imaginar como se escreveria a palavra kreest (guerra), por exemplo, que só possui uma vogal e quatro consoantes. Para isso, utiliza-se uma ferramenta que não existe no Bubremer. A vogal I não é pronuncida quando está entre duas consoantes, ela serve apenas para preencher espaço e deixar a consoante que sucede “muda”. Esta é uma caracterítica herdada do Brêmer antigo, pois nele a vogal I quase nuca era pronunciada. Tomando como exemplo a palavra kreest, ela se escreveria da seguinte forma:
KIREESITI



Nesta mesma palavra, observamos mais duas particularidades.

No primeiro litograma, vemos um ake no espaço entre a segunda e terceira linhas (que chamamos de espaço 3). Isto porque os espaços 2 e 3 nunca podem ficar vazios. No caso de não haver preenchimento após a colocação dos traços, o especo deve ser preenchido com um ake. O mesmo não ocorre com os espaços 1 e 4 (acima e abaixo das três linhas, respectivamente).

A outra particularidade ocorre no segundo litograma: vemos um okre E dobrado. Como o okre I não possui som quando está entre consoantes, usamos o E para exprimir seu som. Para obter som de E, devemos dobrá-lo. Coisa semelhante ocorre com o okre O. Sozinho, ele possui som de OU e, para expressar o som de O, devemos dobrá-lo. Por exemplo, as palavras abaixo são, respectivamente dooleeme (lealdade) e ryoom (esperança).



As regras acima não são válidas se a vogal estiver no início da palavra nem se ela não estiver precedida de consoante. Por exemplo, as palavras abaixo são emat (dia), istum (tempo) e orat (grande).



Em nossa próxima postagem, falaremos mais detalhadamente sobre todas as funções do ake.


E para todos os pais: Parabéns, hoje é o seu dia:
Leken emat ek edapen!!!
(Feliz Dia dos Pais!!!)

Kabremer

O Kabremer é a escrita original brêmica. A partir de agora, estudaremos a escrita e depois passaremos para a gramática, incluindo o vocabulário.

Relembremos da diferença visual entre os katras, os piynum e os kiynum: os katras iniciam no meio de uma das linhas e terminam em uma extremidade. Os piynum e kiynum começam em uma extremidade e terminam em outras, sendo os primeiros ocupando um único espaço e o segundo ocupando dois.

Cada litograma se constrói sobre um bloco, que possiu três linhas. Estes blocos são chamados de dakoo (plural dakooin) e estas linhas são chamadas de tome (plural tomen). Para se representar os sons, utilizamos traços oblíquos sobre os dakooin, que se chamam okre (plural okren), que são os katras, piynum e kiynum.

Cada bloco pode conter, no geral, dois ou três traços e destes, apenas um pode ser uma consoante, pois estas possuem posição fixa. O mesmo não acontece com as vogais, veremos que elas podem ser qualquer traço iniciando no centro de uma linha e terminando na extremidade que outra, em qualquer direção. Esta direção definirá a posição da vogal em relação à consoante que a acompanha no litograma. As imagens abaixo, por exemplo, representam, respectivamente AS, SA e ASA. A letra A fica em cima da primeira linha. Quando a vogal aponta para a esquerda, significa que ela deve ser pronunciada antes da consoante; quando aponta para a direita, vem depois; e quando há duas vogais apontando para direções opostas, significa que uma vem antes e a outra vem depois.

Intervalo I (continuação)

Como estamos num blog sobre a língua brêmica, mesmo neste intervalo, eu não posso esquecer do Brêmer. Vamos ver como se escreve "Gripe Suína" em Brêmer.
Em primeiro lugar, a palavra "gripe", usando o Bubremer, é taseet. A palavra "suína" se constrói a partir da palavra "porco": "porco" em Brêmer é kyuke; utilizando o sufixo -/ik/, que significa "relativo a", construímos a palavra kyukek, que significa "suíno". Como o adjetivo em Brêmer deve ser posto antes do substantivo, temos:

Kyukek Taseet

E em Kabremer:



Leto gateer ig kyukek taseet...
(Tenham cuidado com a gripe suína...)

sábado, 8 de agosto de 2009

Intervalo I

Neste intervalo, vou falar um pouco sobre um acontecimento que todos nós, capsulanos que vivemos na Terra, devemos ficar atentos: a Gripe Suína. A Gripe Suina é uma doença que tem como conseqüência uma variante do vírus H1N1, a transmissão e a apresentação dos sintomas da gripe suina pode ocorrer através do contato com o animal e objetos contaminados. Sendo que surgiu uma nova variante, que pode ser disseminada entre humanos e esta causando uma epidemia no México.

Chega a 170 o número de mortos em decorrência da gripe suína no Brasil. O maior número de casos está nos estados do Sul e Sudeste. Nesta sexta-feira, o estado de São Paulo confirmou 69 óbitos por causa da doença. Foram 19 mortes em apenas quatro dias - entre as vítimas, quatro crianças. No Rio de Janeiro são 28 mortes. O Brasil já tem cerca de 12% das mortes mundiais pelo vírus H1N1 e gestantes respondem por 39,5% das mortes.

O Ministério da Saúde não divulgou balanço das mortes. O levantamento é feito com base nos dados divulgados pelas secretarias estaduais da Saúde.

Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde José Gomes Temporão classificou como uma irresponsabilidade a proposta de acesso livre da população ao Tamiflu , como quer a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro, que entrou com ação na Justiça. Segundo ele, o uso do medicamento como forma de prevenção à doença estimularia a automedicação e o uso do remédio por pessoas que não estão doentes provocaria uma mutação no vírus, tornando-o mais resistente.

Temporão disse que o vírus da gripe suína já se misturou ao da gripe comum e hoje é responsável por 60% dos casos de gripe. Ele disse que o tratamento para a gripe suína e comum são os mesmos, assim como os sintomas. Apesar do Brasil já registrar 12% dos óbitos por gripe A do mundo, o ministro afirmou que ambas as gripes têm baixa taxa de mortalidade. O Ministério da Saúde informou ter enviado mais 191 mil doses de medicamento para tratamento da nova gripe aos estados.

Bahia e Pernambuco confirmaram no dia 3 de agosto duas mortes por gripe suína. Uma adolescente de 17 anos estava internada desde o dia 20 de julho em um hospital de Olinda e morreu em decorrência da doença. Esse foi o primeiro caso de morte por gripe suína em Pernambuco.

Essas foram a segunda e terceira (na Bahia) mortes por gripe suína na região Nordeste do Brasil. A primeira morte foi registrada em João Pessoa, na Paraíba.

Estejam sempre ligados! A entrada na Cápsula, no momento, está sendo monitorada para que a doença não atinja os capsulanos, que possuem imunidade muito mais baixa que os terráquios. A vacina, por enquanto, ainda não existe na Terra e na Cápsula ainda está nos processos finais de teste. A disponibilizaçao para a Terra já está sendo negociada. Enquanto nada aninda está resolvido, prestem atenção no quadro abaixo, que relaciona as principais questões sobre a doença.



O Ministério da Saúde mantém uma página sobre a gripe suína no endereço http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534 e também há uma página sobre as principais dúvidas em relação à doença no endereço http://www.respostasgripesuina.com.br/

Bubremer

Quando falamos sobre a história do Brêmer, mencionamos que ele possui uma escrita correspondente em todos os sistemas de escrita da Terra. Chamamos estes sistemas correspondentes de Bubremer. Há vários sistemas de Bubremer, correspondentes a cada sistema de escrita. Aqui, falaremos sobre o Bubremer latino, que usa o alfabeto latino moderno, o mais usado na Terra, mas também há o bubremer katakana, o bubremer grego, o bubremer russo, etc.

Em primeiro lugar, saibamos que o Brêmer se baseia nos sons. Obedecendo às regras de cada letra, as palavras se escrevem da mesma forma que se lêem.
Relembrando, em ordem alfabética brêmica, as letras que usamos são:

a – d – p – e – g – b – i – m – l – s – f – o – t – v – u – k – z – y – n – r

Vamos agora às regras:

• Os katras ai, e u possuem seus sons característicos.

• O katras o sozinho depois de uma consoante tem som de ou. Para obter som de o, ele precisa ser duplicado (oo).

• O katras e sozinho depois de uma consoante tem som de i. Para obter som de e, ele precisa ser duplicado (ee).

• O katras y tem som de i, com algumas exceções: diante de l, formando contrução ly, tem som de lh; diante k, formando a construção ky, tem som de x; diante de n, formando a construção ny, tem som de nh; diante de r, formando a construção ry, tem som de rr; diante de i, formando a construção iy, tem som de j ou pode ter som de ji.

• O piynum g sempre tem som palatal, mesmo diante de e e i.

• O kiynum m sempre tem som bilabial, além de implicar em nasalização da vogal anterior.

• O kiynum l sempre tem som alveolar, mesmo depois de vogal.

• O piynum s sempre tem som sibilante, mesmo entre vogais.

• O kiynum n, posto depois de vogal, apenas a nasaliza e não é lido.

• O kiynum r sempre tem som vibrante, independente da posição, a não ser que seja sucedido por y e este por outra vogal, quando adquire som aspirado.
Vejamos abaixo alguns exemplos de escritas de palavras e frases usando o Bubremer latino. Todas as palavras serão escritas em quatro níveis: primeiro frase em portugês, depois a escrita no Bubremer latino, que será sempre em itálico, depois a escrita no Kabremer. Este último será escrito apenas a título de curiosidade, pois será explicado mais adiante.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Dameenesem us sameeles muriaken la du ba ye dae urganeet.




Não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem pode nem chegar.
Ba yma baleif ep geemat valere, beekta geemat valere agroosem ba maes.