terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Adjetivos

Ya, muren!

Nesta postagem, falaremos um pouco sobre os adjetivos. Como podemos ver na Bremerik Sitamid (“A Gramática Brêmica”, em português):

Eriekeeten usem arkeeten setudee ep ufas olamaken bu zamen bu tusam ak zaus ep imutak ygeenisee.

“Adjetivos são palavras usadas para atribuir características, estados ou modos de ser ao substantivo a que se referem.”

No brêmer, os adjetivos são separados morfologicamente dos substantivos, ou seja, uma mesma palavra não pode ser adjetivo e substantivo. No entanto, como veremos em outra postagem, às vezes o adjetivo pode ser usado como substantivo e, às vezes, junto com uma preposição, os substantivos podem ser usados como adjetivos, ambos sem perder a classe à qual pertencem.

Primeiro vamos falar das flexões dos adjetivos. Eles NÃO se flexionam conforme gênero, número e grau para concordar com o substantivo a que se referem, permanecendo da mesma forma diante de qualquer palavra, mas eles possuem sua própria flexão: conforme grau.

O adjetivo possui cinco graus: o grau simples, o comparativo, o superlativo absoluto, o superlativo relativo positivo e o superlativo relativo negativo. Vejamos cada um deles:

O grau simples é aquele no qual o adjetivo se encontra, sem flexão alguma, expressando apenas seu significado. Na imagem abaixo, por exemplo, podemos ver os adjetivos soolyen sumam (desenho bonito), artum emat (dia quente), seeneet koonan (homem fraco), orat favufen (núvens grandes) e breemeek muren (pessoas capsulanas), todos no seu grau simples.



Reparemos nas expressões acima que os adjetivos sempre vêm antes dos substantivos. No brêmer, isso sempre deve ocorrer. O adjetivo não pode vir depois do substantivo a que se refere nunca!

O grau comparativo é aquele que indica o nível de grandeza ao qual o adjetivo se refere. Alguns chamam-no de grau comparativo de superioridade, pois é apenas isto que este grau pode expressar. Construímos esta flexão com o acréscimo de -OR ao adjetivo.



Na imagem acima, podemos ver a expressão “Ke usem geerakoor la Erek”, que significa “Eu sou mais bravo que Eric (Eu posso sonhar, não é...). Geerakoor vem do adjetivo geerako. Sempre que o adjetivo terminar em -O (mesmo que este tenha som de “ou”, com neste caso), ele perde o -O e recebe -OR. Além disso, vejam que, após o adjetivo, foi utilizada a palavra la, que significa “assim”, e não a conjunção “que”, com era de se esperar. O comparativo no brêmer sempre se constrói desta forma.

Também é importante chamar atenção para este adjetivo, geerako. Apesar de não ser muito usado na língua portuguesa, é bastante comum no brêmer. Ele significa “bravo, intrépido, corajoso, admirável”. Ele é usado, por exemplo, para qualificar alguém que todos querem ser como ele. É uma palavra muito importante de ser e prendida.

Outra observação, é que também existem o comparativo de inferioridade e o comparativo de igualdade. Eles não são graus do adjetivo, são apenas comparações, porém, muito usadas e que merecem uma atenção especial pela forma com se constroem.

O comparativo de inferioridade é feito pondo-se as palavras lem (menos) e la (assim), respectivamente, antes e depois do adjetivo. Por exemplo, temos a seguinte frase:

Og lesata, sun usem deekes lem lukyeet la san.

“No mínimo, ela deve ser menos alta que ele.”

Vejamos novamente o uso do advérbio la para completar o sentido da comparação. Há casos, porém, em que não é necessário o uso deste advérbio: é o que chamamos de comparação universal. Por exemplo, podemos escrever:

San asem bak lem tookyet. (Ele está menos chato agora.)

No caso do comparativo de igualdade, devemos pôr o advérbio la antes e depois do adjetivo. Vejamos:

Se usem la oram la dulya. (Um é tão nobre quanto o outro.)

Te ye atupesoon la la ke. (Ele errou tanto quanto eu.)

No segundo exemplo, vemos que a repetição sucessiva de la também indica igualdade, pois expressa “tanto quanto”.

O grau superlativo absoluto é aquele que intensifica a idéia expressa pelo adjetivo. Ele se constrói com o acréscimo de -SAT ao adjetivo. Vejamos:



Na imagem acima, temos as seguintes frases:

Sun ba usem aleek, usem aleeksat. (Ela não é magra, é magérrima.)

Gam emat asem sosat. (Este dia está ótimo.)

Esta flexão é bastante simples e muito usada na língua brêmica.

Os graus superlativos relativos são aqueles usados para intensificar a idéia expressa pelo adjetivo em relação a um outro referencial. E é dividido em dois: o positivo (que expressa superioridade) e o negativo (que expressa inferioridade). Se constroem a partir do superlativo absoluto. Acrescenta-se a ele um -A para o positivo e um -I para o negativo.
Como exemplo do superlativo positivo relativo, abaixo temos uma frase que minha mãe costumava dizer:

"Sosata balek aser usem maruksata bu ekootmeesata bu soolyensata gees it letosem maos anu ek agezu iy ba usem bature ak deenatus.”

O melhor nem sempre é o mais forte, o mais inteligente ou o mais bonito, mas o que sabe ter um pouco de cada e não tem inimigos para competir.”



Podemos ver vários exemplos, como maruksata (o mais forte), sosata (o melhor), etc. O negativo possui uma construção exatamente igual, mudando apenas a terminação, de -A para -I. isto ocorre porque, em textos mais antigos do brêmer restaurado mesmo, a construção do superlativo relativo era feita acrescentando-se AK (para o positivo) e ID (para o negativo) antes do superlativo absoluto, como palavras separadas. Com o tempo, a versão que conhecemos surgiu e a outra foi se tornando muito arcaica. Hoje, apenas a forma que podemos ver abaixo é usada, mas é importante saber disso para o caso de se precisar ler textos mais antigos.

Abaixo, temos dois exemplos:

San ba usem koomaiysata, nalie tookyetsate. (Ele não é o mais legal, apenas o menos chato.)

Gam usem dezasate vooluseeg ak ke ulet ye teerasoon. (Este é o professor menos normal que eu já vi.)



Percebam, no segundo exemplo, que o adjetivo deezasate (o menos normal) está antes do substantivo vooluseeg (professor). Nunca esqueçam esta regra: o adjetivo vem sempre antes do substantivo.

Para concluir esta parte das flexões, devemos conhecer o uso do advérbio sam com os superlativos. Este advérbio possui vários usos, entre eles, o que podemos ver abaixo:



Iyulio usem sam ganefsat. (Julio é tão rico quanto se pode ser.)

Kupet unedasur us sam sonagsata. (A obra será terminada o mais rápido possível.)

Ke aretusem ak te ye asem sam atusedeesate. (Eu quero que você esteja o menos agitado possível.)

Nas frases acima, vemos o uso do advérbio sam com os superlativos. Com o superlativo absoluto, ele expressa “tanto quanto se pode ser” ou “tanto quanto possível”. Com o superlativo relativo positivo, ele expressa “o mais possível” e com o negativo, “o menos possível”. Estas são construções bastante freqüentes no brêmer, por isso merecem atenção.

Na próxima postagem, veremos um pouco mais sobre os adjetivos. Este é um assunto um tanto grande e que merece muita atenção. Memorizem as flexões dos substantivos e adjetivos, pois as utilizaremos depois.

Dek uryoont! (Até a próxima!)

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