domingo, 31 de janeiro de 2010

Números Cardinais

Ya, soin!


Pessoal, vamos falar agora dos números cardinais, aqueles que usamos para contar.

Para nós que usamos o sistema de numeração indo-arábico, é fácil fazer a correspondência com o sistema de numeração brêmico, mas para os outros, será um pouco mais difícil.


É importante dizer que os capsulanos também aprendem o nosso sistema, por ser o mais usado da Terra. Sendo assim, pode-se ler os números em brêmer, mesmo que estejam escritos com o nosso sistema. Assim, temos os números de 0 a 9.

0 - YUT
1 – ZU
2 – TEEM
3 – REES
4 – NEEP
5 – YK
6 – SEE
7 – GEEM
8 – MU
9 – SOS

Posteriormente lembraremos novamente, mas é bom não confundir o numeral YK (cinco) com a preposição IK (sobre/acerca de).




Como veremos adiante, o número 0 é raramente usado. Ele não é necessário no sistema numérico, foi introduzido posteriormente para representara idéia de vazio ou nulo. Inclusive, a palavra YUT também significa “nulo”. Também é usado para algumas numerações, precedendo cada número. Um exemplo é o número das Unidades Capsulanas.

Para números a partir de dez, usamos os elementos multiplicativos. Estes são símbolos utilizados nos números que representam uma multiplicação de seus valores.



Temos aqui três números, aparentemente 2, 5 e 8.

No entanto, sobre o número 2, temos um ponto, o nosso elemento multiplicativo. Isto significa que ele será multiplicado por 10. Sendo assim, temos o número 20.
A leitura deve ser feita da seguinte forma: teem fak. A palavra fak significa “10”. Ou seja: dois dez = vinte.

Sobre o número 5, temos dois pontos. Isto o multiplica por 100, obtendo o número 500.
Lemos yk zut: cinco cem = quinhentos.

Sobre o número 8, temos três pontos. Assim, temos oito multiplicado por mil, 8000.
Lemos mu doo: oito mil.


Agora vejamos os números abaixo:



Cada elemento multiplicativo só pode ser posto três vezes e deve ser posto, a princípio, acima do número. À medida que se avança no número, o valor do elemento decresce.

Por exemplo, no primeiro numeral, temos 3592. O valor do elemento do primeiro número é 1000, já que ele possui três pontos. O valor do elemento do segundo é 100, do terceiro é 10 e o quarto é 1.

No segundo numeral, vemos que os elementos podem ser postos também abaixo do número. Isso ocorre a cada três casas. Sempre são postos três símbolos, conforme será mostrado abaixo, mas nos detenhamos a este número agora:

Temos um ponto sobre o número 1 e nenhum sobre o número 5, obtendo 15.
Abaixo deste conjunto, pomos mais três pontos, o que significa que as três casas anteriores (neste caso, todas as casas) são multiplicadas por mil. Logo, temos “quinze mil”.
Continuamos com o 9, sobre o qual temos dois pontos; depois o 4, sem nenhum ponto. Temos assim 904.
Todo esse conjunto forma o número 15904.

Lemos fak yk doo sos zut neep.
Fak é “dez”, que dispensa o zu para representar uma dezena.
Fak yk é quinze. Fak yk doo é “quinze mil”.
Zut é “cem”. Sos zut é “novecentos”. Sos zut teem é “novecentos e dois”.


Vemos então que o uso do número zero é dispensável no sistema numérico brêmico.


Como cada elemento multiplicativo só pode ser usado três vezes, usamos outros símbolos para números superiores à casa dos milhares. Por exemplo, um traço vertical (|) multiplica o número por um milhão (1 000 000), um traço horizontal (-) multiplica por um bilhão (1000 000 000), uma cruz (+) multiplica por um trilhão (1 000 000 000 000), dois traços (=) multiplicam por um quadrilhão (1 000 000 000 000 000), um triângulo (∆) multiplica por um quintilhão (1 000 000 000 000 000 000), e assim por diante.

1 000 – DOO
1 000 000 – VE
1 000 000 000 – PE
1 000 000 000 000 – GA
1 000 000 000 000 000 – EM
1 000 000 000 000 000 000 – ZEE
1 000 000 000 000 000 000 000 – LOO
1 000 000 000 000 000 000 000 000 – DE

Para todos estes números, o zu não é necessário quando nos referimos a uma única unidade.

Abaixo, deixarei um número bem grande. Na próxima postagem eu digo o valor e a leitura dele:





So geenoof!
(Bom treino!)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cores

Ya, oraten!

Nesta postagem, vamos incrementar um pouco nosso vocabulário brêmico. Vamos falar das cores. No início, os capsulanos tinham um número para cada cor, correspondente à sua formação. Usava-se uma sequência que misturava palavras e números algumas vezes. As cores com formação mais simples tinham então nomes mais simples. Por exemplo, o verde puro era IOVI, o que significava uma parte de azul (IO) e uma parte de azul (VI).

No entanto, com o tempo, este sistema acabou sendo usado apenas no meio científico e até as cores mais complexas receberam nome, dependendo da freqüência do seu uso. Do brêmer antigo, recebemos apenas dezesseis nomes de cores, correspondentes apenas às cores do círculo cromático, mais o branco, preto, cinza e marrom. Em quase todos tivemos algumas mudanças ao passar para o brêmer restaurado. As variações destas e as demais receberam nomes conjugados após a reforma e algumas têm vários nomes. Mostrarei aqui apenas estes dezesseis nomes, que são os mais importantes:

Branco – dabam
Preto – atek
Cinza – kyev
Marrom – ryoopo
Vermelho – iyerma
Amarelo – karmees
Azul – zalut
Laranja – mant
Verde – ouve
Roxo – zuvet
Ocre (amarelo+laranja) – lomar
Carmim (vermelho+laranja) – nyarye
Violeta (vermelho+roxo) – dailee
Anil (azul+roxo) – nureem
Turquesa (verde+azul) – zade
Enxofre (verde+amarelo) – isteet


Agora tomemos consciência de um fato: as cores podem ser tanto substantivos como adjetivos. Sendo assim, podem obedecer às regras das duas classes. Observemos a frase abaixo:

Ke ye osoon afutedee beekta san ye osoon karmesat!
(Eu fiquei assustado porque ele ficou amarelíssimo!)


A frase acima significa que a pessoa ficou “muito amarela”. Se se referisse a coisas, também poderia significar um “amarelo muito vivo”.

Então, acho que já conhecemos um pouco mais do vocabulário brêmico. Fiquem atentos às postagens, pois agora muitas delas serão apenas sobre o vocabulário. Nesta fase, temos que começar a conhecer muitas palavras.

Deek uryoont koonap!
(Até a próxima postagem!)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Adjetivos e Substantivos

Lutee muren!

Primeiro, como esta é a primeira postagem do ano, tenho que desejar um Likin Salik Obat (Feliz Ano Novo) para todos vocês.
Mas, enfim, vamos ao que interessa: o Brêmer.

Na postagem anterior, falamos sobre como os adjetivos se flexionam, mas isto não é tudo sobre eles. Algumas vezes, os adjetivos podem ser usados como substantivos e vice-versa.
Quando os adjetivos são usados como substantivos, eles devem se flexionar conforme as regras dos substantivos. Geralmente isto ocorre quando usamos um adjetivo para se referir a algo ou alguém. No brêmer, isto é muito comum. Por exemplo:

1 - Daesem diafeem teef ken nee?
2 - Ke aretusem sosaten ep te.
3 - Ken ufas ye deekesem yak ep avenen.
4 - San nale ye talekusoon zu lukyeetun.
5 – Kareteemen ba grumeesem turen.




A tradução das frases acima pode soar estranho na nossa língua, mas é muito comum se fazer referência a algo ou alguém com um adjetivo. Vamos analisar as frases acima:

1 – A tradução seria: “Existe um corajoso entre nós?”. Seria como perguntar: “Existe alguma pessoa corajosa entre nós?”. O adjetivo diafeem (corajoso) foi usado para se referir às pessoas.

2 – “Desejo ótimos para você.”. Neste caso, o adjetivo so (bom) já flexionado no grau superlativo absoluto como sosat (ótimo) foi usado como substantivo. Refere-se a desejar “coisas boas”. Sendo assim, também foi acrescida a terminação de plural dos substantivos, ficando sosaten.

3 – “Devemos dar comida aos famintos.”. A palavra aven é um adjetivo que significa “faminto”. Foi acrescida a terminação de plural dos substantivos, ficando avenen. Aqui, ele tem o significado de “pessoas famintas, pessoas que têm fome”.

4 – “Ele só namorou uma alta.”. Neste caso, foi acrescida a terminação de gênero feminino para especificar que se trata de mulheres. Esta frase poderia ser traduzida da seguinte forma: “Ele só namorou uma mulher alta.”

5 – “Verdadeiros não traem os amigos.”. Aqui podemos ver que os adjetivos podem ser usados até como sujeito da frase. A palavra kareteem (verdadeiro) significa “pessoas verdadeiras”. Podemos ver, novamente, que, apesar de ser um adjetivo, a palavra se encontra no plural kareteemen.

Além disso, os substantivos também podem ser usados como adjetivos quando estão unidos a uma preposição, geralmente a preposição ek (de). Assim, formam o que chamamos de Erekeetek Nanarkeet (Locução Adjetiva). Este também é um fato comum na Língua Portuguesa. Vejamos os exemplos:



Acima, temos as seguintes locuções:
Sameele ek enap (Amor de mãe)
Lek ek Breem (Arquivo da Cápsula)
Teenda ek muriak (Coisa de gente)
Emat ek adup (Dia de jogo)

É importante observar que, apesar de exercerem a função de adjetivos, as locuções adjetivas são postas após o substantivo a que se referem.

Além disso, elas quase sempre possuem adjetivos correspondentes, dependendo do sentido a que se referem. Para isso, basta acrescentarmos o sufixo –ik depois do substantivo. Para as expressões acima, por exemplo, temos:

Sameele ek enap = Enapek sameele (Amor de mãe = Amor materno)
Lek ek Breem = Breemek Lek (Arquivo da Cápsula = Arquivo capsulano)
Teenda ek muriak = Muriakek teenda (Coisa de gente = coisa humana)
Emak ek adup = Adupek emat (Dia de jogo)

É importante ressaltar a terceira expressão, bastante usada no brêmer, tanto em uma forma como na outra. Ela significa algo como “coisa própria de pessoas”.

Neste quarto exemplo, devemos prestar atenção no sentido. Esta expressão refere-se a um “dia próprio para um jogo” e não num “dia em que haverá ou houve jogo”. Se estivéssemos usando este segundo sentido, não poderíamos substituir pelo seu adjetivo correspondente. Às vezes pode ocorrer esta complicação na tradução do brêmer, pois ambos os significados podem ser obtidos com a mesma expressão.

O brêmer é uma língua que brinca com os afixos e radicais das palavras. Sendo assim, praticamente todas as idéias podem ser formadas com a união de radicais, prefixos e sufixos. Na expressão acima, vimos que podemos expressar idéias que necessitam de várias palavras na Língua Portuguesa. Em breve, falaremos um pouco sobre os prefixos e sufixos brêmicos e assim teremos uma visão melhor da morfologia das palavras. Por enquanto, é necessário apenas saber isto.

Deek uryoont, muren!
(Até a próxima, pessoal!)