segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Gentílicos

Rkesakie!

Bem, pessoal, nesta postagem vamos falar um pouco sobre a formação dos gentílicos no brêmer. Só para esclarecer, aqui vai a definição da palavra “gentílico” retirada do Dicionário Aurélio:

“adj.: Relativo a gentio.
Gramática: Que designa a nação a que se pertence; pátrio.”


De acordo com a definição acima, podemos concluir duas coisas. Primeiro, os gentílicos são adjetivos, assim, já sabemos como estas palavras se comportam no brêmer. Em segundo lugar, concluímos que é necessário saber os nomes dos países em brêmer para que possamos formas os gentílicos. Abaixo, vamos listar alguns nomes de países em brêmer:

Alemanha – Deetukeest
Austrália – Ustrala
Brasil – Brase
Canadá – Kanad
China – Kyungoo
Coréia – Ankuk
Egito – Keemtee
Escócia – Alaba
Espanha – Erpana
Estados Unidos – Seeteeneteen; Benetee Soskaten; Benetee Sooskaten ek Ameerek
França – Frank
Grã-Bretanha – Breta
Grécia – Elad
Havaí – Avai
Índia – Bara
Inglaterra – Engeest
Irlanda – Ereen
Itália – Itale
Japão – Nepoon
México – Meereko
Noruega – Nooreek
Portugal – Pooruga
Rússia – Ryoosa
Vamos comentar um pouco sobre o nome dos Estados Unidos em brêmer. O nome oficial é o terceiro (Benedee Soskaten ek Ameerek), porém, é muito raro alguém usar esta forma numa conversação normal. Geralmente se diz apenas Benetee Soskaten. Outra forma que também é muito comum e hoje está sendo a mais usada inforamalmente é Seeteeneten. Ela é uma abreviação de Seeteen Beneten, que significa, literalmente, “Unidos do Norte”. No entanto, é importante dizer que, formalmente, esta forma não pode ser utilizada.

Agora que já conhecemos os nomes de alguns países, passemos para a formação dos gentílicos. Primeiro, é bom esclarecer que o brêmer possui dois tipos de gentílicos: um para pessoas e um para coisas. O gentílico pessoal (murekek todek) é formado com o acréscimo de -EK ao nome do país. Na grande maioria das vezes, os países cujo nome termina em vogal perdem esta vogal na formação do gentílico, prevalecendo a terminação. Sendo assim, temos:


Deetukeesteek (alemão), ustraleek (australiano), braseek (brasileiro), kanadeek (canadense), kyungeek (chinês), ankukeek (coreano), keemteek (egípcio), alabeek (escocês), erpaneek (espanhol), frankeek (francês), breteek (britânico), eladeek (grego), avaek (havaiano), bareek (indiano), engeesteek (inglês), ereeneek (irlandês), italeek (italiano), nepoonek (japonês), meerekeek (mexicano), nooreekeek (norueguês), poorugeek (português), ryooseek (russo)

Mais uma vez, há observações sobre o gentílico referente aos Estados Unidos. Há novamente mais de um: beneteesoskateneek (oficial), seeteenedeneek ou seeteenedeek (informais).


Quando nos referimos a coisas e não a pessoas, temos o gentílico comum (guvek todek). Ele sempre é correspondente ao gentílico pessoal, só que, ao invés de acrescentarmos -/EK/ (eek), acrescentamos -/IK/ (ek).

É bom atentarmos para algumas exceções que possam aparecer nesta formação. A mais notável é o gentílico de Areka (África), que é arekaek (africano).


E agora que já conhecemos os nomes dos países e seus gentílicos, vamos aproveitar para saber os nomes das línguas. A maioria deles é formada analogamente aos gentílicos, conforme os países de origem, no entanto, o número de exceções é um tanto maior. Tomemos como exemplo inicial a língua falada na cápsula: o brêmer. O nome é originado da junção entre Brem (cápsula) e -ER, a terminação típica dos nomes das línguas. Assim, formamos a maioria das outras:


Kyungeer (chinês), erpaneer (espanhol), frankeer (francês), eladeer (grego), italeer (italiano), nepooneer (japonês), poorugeer (português), ryooseer (russo)


Agora, vamos às principais exceções:


Alemão – deetuk
Aramaico – areemet
Hebraico – iveere
Inglês – enge
Islandês – iske
Latim – lateen
Árabe – lugat
Holandês – neeteek


Para terminar esta postagem, vou deixar uma mensagem em português mesmo, de uma banda brasileira chamada DOM:

Não importa o país
De onde você veio
Ou a língua que prefere falar.
O que conta é você sempre pensar
E poder dizer comigo outra vez:
Deus me ama!


E agora traduzida para o brêmer:

Ba ostameesem idat
Id palu te ye valesoon
Bu famed et tadasem tamares.
Et ostamesem usem koo te aodes aser
Iy enausem zutes ob ke dulya zem:
Nootuo sameelesem ke!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Carnaval

O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne", termo que, em italiano é "carne vale", dando origem ao termo Kareevalee, em brêmer. Durante o período do Carnaval na Terra, havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.

Na sua origem, o Carnaval é terráqueo e iniciou-se com a implantação da Semana Santa (Seneen Geemat) pela Igreja Católica, antecedida pelos quarenta dias de jejum e penitência da Quaresma (Neefakum). Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas (Nuveteem ek Sev), o primeiro dia da Quaresma. Mais tarde, foi incorporado ao Carnaval os bailes de máscaras (que ainda hoje temos em alguns lugares da Cápsula), fantasias e carros alegóricos.

Para calcular a data do Kareevalee, devemos analisar o ano litúrgico da Igreja Católica, que é inteiramente baseado no Calendário Gregoriano da Terra. Como o Domingo de Páscoa (Peesak) ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), a terça-feira de Carnaval ocorre 7 domingos antes da Páscoa. A data da Peesak no Calendário Capsulano é calculada de forma semelhante à Páscoa terráquea. Toma-se como base a data do equinócio de primavera do hemisfério norte terráqueo no ano correspondente e a partir dele, define-se o domingo após a primeira lua cheia (a Cápsula também representa as supostas fases da lua); sete domingos antes disso, temos o Kareeevalee.
Tomando como exemplo o ano de 2010 deste ciclo capsulano (que por acaso é correspondente ao ano de 2010 gregoriano terráqueo), temos a primeira lua cheia após o equinócio (20 de março) no dia 31 de março (na Cápsula); o primeiro domingo após este dia é o dia 2 de abril, dia da Peesak. O Kareevalee fica então sete semanas antes, no dia 17 de fevereiro.

 O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Esta época exerceu bastante influência sobre o Kareevalee capsulano. Até hoje, é uma festa bastante popular, na qual as pessoas costumam relaxar da vida regrada que temos na Cápsula e se divertir.

Não podemos esquecer, no entanto, que a violência que marca o Carnaval terráqueo acabou por chegar também a Cápsula em meados do século XVII deste ciclo. Este foi um dos motivos – se não o principal deles – pelo qual houve o Aiyeitek Gev Zukeere 1320 (Ato Constitucional Número 1320), que proibiu as festas de origem diretamente terráquea na Cápsula, no período do presidente Akenan Aminem. Antes deste Ato, as festas estavam se tornando violentas demais e sem controle. Apenas o presidente Edgard Buntur, quase dois séculos depois, restituiu as festas terráqueas, porém, com algumas restrições para torná-las mais seguras. Ele fez isso por meio do Aiyeitek Gev Zukeere 2003 (Ato Constitucional Número 2003), promulgada no mês Teot de 1803 na Cápsula. A partir deste Ato, as datas de todas as festas terráqueas foram fixadas no Calendário Capsulano.

Hoje, com violência minimizada ao máximo, todos podem se divertir tranqüilos no Kareevalee.

Beekeenot Kareevalee ep leif ten!

(Um Carnaval divertido para todos vocês!)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pronomes I

Leifo nee, muren!


Como prometi, vou responder que número é aquele da postagem anterior:

102 351 994 007. Difícil, hein!


Agora, voltemos ao assunto. Uma das partes mais importantes do brêmer são os verbos. No entanto, é impossível conhecê-los sem conhecer antes os pronomes, aos quais estão intimamente ligados.

Bem, a Breemeerek Setamed diz que:

“Tedak usem arkeet et ba goodoosem seemamef ryosalet kuam zek fe nale pufasem imut, murobuze bu baduze.”
(Pronome é uma palavra que não carrega nenhum significado léxico em si, apenas indica um nome, acompanhando-o ou substituindo-o.)

Aqui, começaremos tratando apenas dos pronomes substantivos (aqueles que substituem o nome). Os pronomes pessoais brêmicos são:

Ke (eu)
Te (tu, você)
Se (ele, ela)
San (ele)
Sun (ela)
Ken (nós)
Ten (vós, vocês)
Sen (eles, elas)
Sanen (eles)
Sunen (elas) 


É importante observar que há três formas para a terceira pessoa. Como já dissemos, o brêmer brinca com os prefixos e sufixos das palavras. Sendo assim, quando não se quer especificar o gênero ou quando o nome ao qual o pronome se refere não possui gênero, usamos SE. Quando se quer especificar o gênero, usamos SAN e SUN.

Além dos pronomes pessoais, temos os pronomes oblíquos. Eles são originados dos pronomes pessoais, mas são usados quando complementam o sentido de nomes ou verbos (ou seja, quando são objetos destes). Eles são usados tanto nos objetos diretos quanto nos indiretos, mas isto será mais bem explicado quando falarmos dos verbos. De início, apenas mostraremos eles:

Kee (me, mim)
Tee (te, ti)
See (se, si, o, a, lhe)
Ane (se, si, o lhe)
Une (se, si, e, lhe)
Keen (nos, -nosco)
Teen (vos, -vosco)
Seen (se, si, os, as, lhes)
Anein (se, si, os, lhes)
Unein (se, si, as, lhes)


Os pronomes demonstrativos, apesar de funcionarem inicialmente acompanhando o substantivo, podem também substituí-los pois, como vimos, o brêmer dá esta liberdade. Eles são bastante simples:

Gam (este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses, essas, isso) – este pronome se refere a todas as coisas que estão próximas das pessoas que estão falando no discurso, seja o “eu” seja o “tu”.

Gadam (aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo) – este pronome se refere a todas as coisas que estão longe das pessoas que estão falando no discurso, seja o “eu” seja o “tu”.

Ute (este/esta aí) – este pronome é pejorativo e depreciativo, é usado para referir-se a algo ou alguém desprezível. Suas formas masculina e feminina são utan e utun, respectivamente.

Ote (este/esta) - este pronome é o oposto de UTE, é usado para exaltar ou engrandecer alguém. Seu uso é semelhante ao de UTE e ele também possui suas formas masculina e feminina - otan e otun.

Se (este/esta/isto/um) – Si também pode ser um pronome demonstrativo quando está em contraposição a outro. Veremos nos exemplos abaixo.

Dulya (outro, outra) – É muito usado em contraposição a SE. Refere-se a algo que não faz parte do discurso.

Fe (si, o mesmo) – É considerado um pronome reflexivo, mas pode funcionar como demonstrativo. Quando ele é complemento de alguma expressão, pode-se também usar a forma alternativa fee. No entanto, fe é sempre aceitável.

Me, mee (alguém, eles) - é um pronome indeterminado. Funciona indeterminando o sujeito ou o objeto do verbo. Veremos melhor seu uso mais adiante.

Há vários outros tipos de pronomes no brêmer, no entanto, nos deteremos nestes por enquanto. Vamos deixar agora várias frases para demonstrar o uso dos pronomes:

Ke ye teerasoon gam koora feganeet. (Eu vi este cara ontem.)
Se ba doseesem ak ye beedooneesoon fe. (Ele não acredita que machucou a si próprio.)
Se bu dulya asoon let. Itee endasoon? (Um ou outro esteve aqui. Quem foi?)
Ute koo it te delyusur nee? (É este imprestável que você vai escolher?)
Ken ba aretusem gam akev gees endasem gadam. (Nós não queremos este livro, queremos aquele.)
Ist ten lem akoorees ke ye unedasur gam. (Quando vocês menos esperarem, eu terei terminado isso.)
Te teerasem kee nee? (Você está me vendo?)
Ba enau gam kee. (Não diga isto para mim.)
Ryeek te letosem koonuiy ek kee nee. (Então você tem medo de mim?)

Ryeek otun gosur ob ke nee? (Então esta maravilhosa mulher irá comigo?) 
Nale ke maos ak me ye abausoon eke baneek. (Eu só sei que alguém roubou minha casa.)
Neenee te sameelesem mee nee? (Por acaso, você está amando alguém?) 



Aree fo!