domingo, 15 de novembro de 2009

Vocabulário

Ya, muren!

Pessoal, esta vai ser uma postagem bem simples. Vou apenas deixar um vocabulário de palavras muito usadas. Ao longo do tempo, aprenderemos como usá-las.

pessoa - muriak
homem - koonan
mulher - koonun
menino, garoto - yonan
menina, garota - yonun
bom, boa - so
mau, má, ruim - gat
bem - fo
mal - fat
sim - ne
não - balek, ba
início - fent
final, fim - abut
dinheiro - tagne
mão - tame
braço - neert
cabeça - koopat
alto - lukyeet
baixo - peneet
ser - zaus
estar - samas
ir - gos
existir - daes
perna - okze
pé - dep
ficar de pé - tooneeges
sentar-se - neebas
luz - les
aqui, cá - let
aí - fet
ali, lá - net
água - sisu
comida - yak
ar - suf
arma - keru
calor - artuf
frio - buruf
bonito - soolyen
feio - geeneek
tiro - gere
medo - koonuiy
animal - deloome

não sei - ke bagodeesem
não consigo entender - ke ba meenatusem datus
me ajude - neerfu kee
eu estou perdido - ke bakeenedee
fale mais devagar - tam vaneen tadau
meu nome é ... - eke imut usem ...

Espero que essas palavras ajudem um pouco. Depois usaremos mais elas.

Agora, mostrarei mais uma despedida informal. Ela significa: "fiquem bem".
Aree fo!

Substantivos

Ryesakie!

Iniciaremos agora o estudo da gramática brêmica. É bom que os pontos anteriores estejam bem memorizados, pois não serão retomados a partir daqui, a não ser para um eventual esclarecimento.

Primeiro, é importante dizer que o Brêmer possui nove classes gramaticais: o substantivo, o adjetivo, o pronome, o numeral, a preposição, a conjunção, o verbo, o advérbio e a interjeição. Este último é pouco expressivo, possuindo uma ínfima quantidade de palavras e sendo pouco utilizado na literatura. Foi mencionado aqui apenas para que vocês saibam que ele existe.

Ademais, é importante saber que, das nove classes, advérbios, interjeições, conjunções e preposições não se flexionam de modo algum. Nesta postagem, falaremos um pouco sobre os substantivos.

O substantivo é uma das classes gramaticais mais importantes do Brêmer, constituindo um dos núcleos das frases. Ele pode flexionar-se conforme gênero, número e grau.

Para levar ao plural, basta acrescentarmos -IN no final da palavra. Quando a palavra já termina com -I, acrescentamos apenas -N. Vejamos as frases a seguir:
Daesem koonan net. (Há um homem ali)
Daesem ryees koonanen net. (Há três homens ali.)
Te usem anve! (Você é um anjo!)
Ten usem anven! (Vocês são anjos!)



É importante dizer, no entanto, que há palavras no Brêmer que não se modificam quando vão para o plural. Por exemplo, a palavra nekeed (gêmeo, gêmeos) tem a mesma forma para o singular e o plural. Do mesmo modo, as palavras edeerak (parabéns), iynum (consoante), katras (vogal), efed (culpa), etc.

Quanto ao gênero, podemos classificar uma palavra em Brêmer como masculina, feminina ou neutra. As palavras neutras são todas aquelas que não expressam necessariamente um sexo, como nomes do objetos, sentimentos, etc. Além disso, quase todas as palavras podem ser neutras, desde que o seu gênero seja ignorado. Geralmente, a palavra é originalmente neutra e, quando queremos associá-la a um gênero, acrescentamos as terminações de gênero.

Para o masculino, acrescentamos -AN e para o feminino, acrescentamos -UN. Na verdade, estas sílabas sozinhas significam “masculino” e “feminino”, respectivamente. Vejamos:

Vooluseeg odoolere voolem usem vooluseegan bu vooluseegun nee?
(O professor que vai dar aula é um professor ou uma professora?)



No primeiro caso, a palavra vooluseeg está no gênero neutro, pois aí não se deseja especificar o gênero. Já volusegan expressa a palavra “professor” na sua forma masculina e vooluseegun, na sua forma feminina. Há algumas poucas palavras, no entanto, que já possuem um gênero explícito nelas. São palavras que não existem sem gênero. Por exemplo, as palavras koonan (homem) e koonun (mulher), eneefan (filho) e eneefun (filha), edap (pai) e enap (mulher).

Quanto ao grau, os substantivos podem ser flexionados no grau simples (o grau que já estão na sua forma natural), aumentativo e diminutivo. Para o aumentativo, acrescentamos -AT altes da última vogal da palavra e para o diminutivo, acrescentamos -IL. Por exemplo:
Sun ye olyukusoon danate. (Ela ganhou um presente grande.)
Ke ufasur akelev ep ane. (Eu darei a ele um livrinho.)


É importante dizer que as terminações de grau e gênero podem ser postas separadamente, precedendo as palavras a que se referem, pois, sozinhas, elas já expressam a idéia de grande e pequeno e masculino e feminino. Por exemplo, as frases acima podem ser escritas da seguinte forma:

Vooluseeg odoolere voolem usem an vooluseeg bu un vooluseeg nee?
Sun ye olyukusoon ta dane.
Ke ufasur le akev ep ane.


Também é bom destacar que LI e TA precedendo o substantivo lhe dão um sentido estritamente denotativo. Por exemplo, se eu quero dizer "um grande presente" me referindo não ao tamanho, mas ao seu valor, à sua importância, deve-se escrever danate ou orat dane. As palavras orat (grande) e epet (pequeno) podem dar, às vezes, um sentido conotativo ao substantivo a que se referem. Além disso, raramente são usados quando nos referimos a pessoas. Neste caso, o aumentativo e diminutivo sintético são preferenciais.

Agora pensemos no seguinte: e se um mesmo substantivo se flexionar conforme gênero, número e grau ao mesmo tempo? Teremos então que acrescentar as três terminações. Mas, neste caso, deve-se obedecer uma ordem que as terminações devem ter: grau – gênero – número.
Por exemplo, como poderíamos escrever a palavra “enfermeirazinhas” em Brêmer?

Seenuteleegunen



Senuteg significa “enfermeiro”, sem gênero; -un- é a terminação de gênero feminino; -il- é a terminação de diminutivo; e -in é a terminação de plural.


Eu sei que foi muita informação, mas quando você se acostuma é até simples. Se vocês estudarem, vão pegar rapidinho.

Say! Say! (Tchau! Tchau!)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cumprimentos

Ryesakie!

Depois de uma breve introdução (Breve?!!) sobre o brêmer, comecemos por onde todo estudo de língua começa: com os cumprimentos.

Podemos começar pelo nosso conhecido (há pouco) Ryesakie. Esta é uma palavra que tem suas origens no Brêmer Antigo – como a maioria dos cumprimentos brêmicos que não possuem tradução –, mas não se conhece sua origem exata. Ela pode ser usada em ocasiões que não exigem muita formalidade, mas sem querer ser totalmente informal. É usada principalmente como despedida quando as pessoas em questão se vêem comumente, mas também pode ser usada ao encontrar alguém. De qualquer forma, é um cumprimento informal, utilizado por pessoas que costumam ver-se constantemente. A resposta a ele também é ryisakie.

So matee!
So mata!
So niaiy!
Sobak!
So emat!

Os três primeiros significam, respectivamente, “Bom dia!”, “Boa tarde!” e “Boa noite!”. Podem ser usados tanto em ocasiões formais como informais. O quarto é um dos cumprimentos mais usados do Brêmer. Pode ser tanto formal como informal e substitui os três anteriores. Significaria, literalmente, “bom agora”. Na realidade, Sobak! é um cumprimento originalmente brêmico, enquanto os outros três vêm de influências terráqueas.
O quinto cumprimento mencionado, So emat!, tem a mesma função de Sobak!, podendo ser usado durante todo o dia. No entanto, é de uso estritamente formal. Sua tradução literal seria “bom dia”, diferente de So matee!, que significa “boa manhã”.

Ya!
Atee!

Estes são os famosos “Oi!” e “Olá!”, respectivamente. O primeiro é bem mais usado. Eles não têm distinção de formalidade, mas Ya! geralmente é usado por pessoas que já se conhecem ou pelo menos já se viram.

Say!
Teerasur tee!

Estes são as despedidas. “Tchau!” e “Até logo!”. Teerasur tee! Significa, literalmente, “te verei”. Muito provavelmente vem do antigo Teerasur tee det!, que significa “te verei em breve”.

Leifo nee?
Este significa “tudo bem?”. Vem da junção de leif (tudo) e fo (bem). O ne no final é uma partícula brêmica que indica interrogação. É bastante informal e a resposta seria Leifo! ou simplesmente Ne! (sim) se a pessoa esta bem. Se não está bem, geralmente se responde Leifat! (Tudo mal!) ou Baleifo! (Nada bem!) ou simplesmente Ba! ou Balek! (ambos significam “não”).
Também é importante ressaltar que Leifo nee? é apenas uma saudação, não é usado para perguntar realmente se a pessoa está bem. Neste caso, utiliza-se Ke asem fo nee? ou Ke samas fo nee? (Você está bem?), mas isto será visto mais adiante.

Ryalooksee!
É o famoso “obrigado”. Também pode ser usado tanto em ocasiões formais como informais. No entanto, há uma forma abreviada, Ksee!, que é bem mais informal. A resposta a ele seria Leifo!.

Damee!
Significa “desculpe!”. É utilizado para pedir perdão, também não distinguindo formalidades. Sua resposta é Anke! (Certo!). Com menos formalidade, também pode-se responder Ne! (Sim!).

Senate!
Significa “com licença”. Simboliza um pedido de permissão para fazer algo. Geralmente não há resposta para este cumprimento, porém, formalmente, pode-se dizer simplesmente Ne!.

Edeenesem!
Edeenes!

Significa, originalmente, “sinto muito”. É usado quando se quer dar os pêsames por algo e para mostrar que você também sente pelo sofrimento da outra pessoa. Algumas vezes, também pode ser usado para se pedir desculpas ou licença, principalmente quando a situação for incômoda. Por exemplo, quando se vai entrar num lugar na hora errada, pode-se dizer Senate! ou, para expressar o próprio constrangimento pela ocasião incômoda, dizer apenas Edeenes!.

Zakoosu!
É o famoso “por favor”. Sugere um pedido polido, mas também é usado em ocasiões informais. Como veremos depois, é uma palavra que pode vir em qualquer lugar da frase, inclusive entre o sujeito e o verbo, caso raro no Brêmer.

Asenedee!
Vem do Brêmer Antigo e significa, literalmente, “sempre unidos”. Era usado como encorajamento nas guerras do passado e chegou até os dias de hoje. É usado para dizer a uma pessoa que ela não está só, que vai dar tudo certo. Geralmente é respondido com um Ryalooksee!, mas não exige resposta. Quando usada apenas como encorajamento ou cumprimento, as pessoas costumam responder Aser!, que significa "sempre", talvez pelo seu significado. Seria algo como um: "Sempre unidos!" "Sempre!"

Dadebe!
A tradução literal é “firmeza, estabilidade”. É usado para encorajar alguém. Também é utilizado como um “se toca” ou “acorda”.

So fent!
Significaria literalmente “bom começo”, mas é usado como um “prazer em conhecê-lo”. É um pouco formal. Sua resposta seria Nagso!, que significaria, literalmente, “bom também”, mas é usado como um “prazer em conhecê-lo também”.

Ikee!
É uma interjeição que tem o mesmo uso do nosso "Oba!". É uma expressão de entusiasmo. A primeira é de uso mais freqüente, mas alguns ainda usam o Iukee!, de maneira mais informal, apesar de ambos serem um tanto informais. Todos têm a mesma função.

Olatee!
Lutee!

Estas duas palavras são usadas para exaltar algo ou alguém, como um "Salve!". Geralmente são seguidas pelo objeto que se quer saudar. Por exemplo: Olatee Breem! significa "Salve a Cápsula!". No entanto, o primeiro é bem mais formal que o segundo. Lutee! é o imperativo do verbo lutees, que significa, literalmente "saudar". Ele é mais usado popularmente e em qualquer ocasião, não sendo incomum também em ocasiões formais. Olatee!, no entanto, não deve ser usado em ocasiões informais, pois não é muito comum. Este é uma palavra que vem direto do brêmer antigo, sem sofrer alterações fonéticas.

Olate!
Tem a mesma origem de Olatee!, mas este é usada mais como um “Viva!”, sem haver necessitar de complemento. É uma expressão de alegria e regozijo. A repetição de Olatee! Também pode ter o mesmo uso, ou seja, Olatee! Olatee! é o mesmo que Olate!.

Lalakee!
Funciona como um "Vamos lá!". A origem desta expressão é desconhecida, mas é uma expressão muito usada de maneira informal.

Aos poucos, iremos falar sobre outras expressões idiomáticas do Brêmer, mas, por enquanto, fiquemos por aqui. Prestem muita atenção sobre o que falamos até agora, pois tudo isso foi necessário apenas para que comecemos a gramática brêmica.

Teerasur teen!
(Vejo vocês em breve!)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pontuação

Como deixei três frases para treinar o Brêmer, aqui vão as respostas:

Na primeira frase, podemos ler “Ke ba gaes zutes! Ke ba datus!“, que significa “Eu não posso entrar! Eu não consigo!”.

Na segunda frase, temos “Tam anu istum iy leif daesur kanees.”, que significa "Mais um pouco e tudo deixará de existir.".

Na terceira frase, temos “Aser ke maosoon it ten usoon.”, que significa "Eu sempre soube quem vocês eram.".

Vocês devem ter observado, na primeira frase, um símbolo que encontramos no final de cada um dos períodos. Este símbolo faz parte do sistema de pontuação do Brêmer. Ele é o ponto de exclamação. Como podemos ver na tradução da frase, é uma frase exclamativa e, assim, necessita do ponto de exclamação para representar isto. A seguir, apresentaremos todos os sinais de pontuação do Brêmer, com suas respectivas funções e utilizações.

Já conhecemos o ponto de exclamação, conhecido no Brêmer apenas por tadaut, que significação literalmente “exclamação”. Também é muitas vezes referido pelos estudiosos como eryak ek tadaut (“marca/sinal de exclamação”), para diferenciá-lo da ação de exclamação em si. No pequeno texto abaixo, podemos vê-lo circulado em vermelho, logo após a palavra YA, que significa “oi” em brêmer.



O texto acima pode ser lido da seguinte forma:
Ya!
Eke imut usem Venesius Kotoon RyeerentoonIsmet.
Ke usem breemeek gees eke enapek ageem usem keesteek (sen keevasem ok engeest).
Ke usem makzeeg, daturev ke usem ok Breem 03, ke nevegasem soolasof ob eke ture Jeizoon.


Sua tradução é a seguinte:
“Oi!
Meu nome é Vinicius Coulton Harrington-Smith.
Sou capsulano, mas minha família materna é terráquea (eles moram na Inglaterra).
Sou comando, estudo atualmente na Cápsula 03 e divido o quarto com meu amigo Jason.”

Com este texto, podemos mostrar o ponto final (eryak ek abut, ou simplesmente abut), usado, naturalmente, para marcar o fim das frases. É representado por um traço horizontal que fecha toda a linha. Também podemos vê-lo três vezes no texto abaixo.



Em seguida, podemos apresentar a vírgula (eryak ek meepat, ou simplesmente meepat). Em primeiro lugar, devemos atentar para o fato de que ela não é usada da mesma forma que na Língua Portuguesa. A função da vírgula é, naturalmente, marcar uma pequena pausa no discurso, menos que o ponto final. No Brêmer, ela é usada quase que unicamente para separar elementos de uma seqüência e orações coordenadas que não são separadas por uma conjunção.



No texto abaixo, podemos ver três orações: Ke usem makzeeg, daturev ke usem ok Breem 03, ki nevegasem soolasof ob eke ture Jeizoon, que significam “Sou comando, estudo atualmente na Cápsula 03 divido o quarto com meu amigo Jason”. Não é necessário pôr a conjunção iy, que significa o nosso “e” na última oração. Esta conjunção só é utilizada quando se quer dar destaque a uma determinada oração, como vimos na postagem anterior:

Iy ken gosur fegos ep eken fiageem – “E iremos voltar aos nossos antepassados.”

Por enquanto, não é necessário atentar para isso, pois retomaremos depois.
E, por último, podemos ver o sinal de pontuação brêmico que chamamos de eryak ek ukfarek, ou simplesmente ukfarek, que geralmente é traduzido no português como “aspas”. No entanto, ele é usado para destacar qualquer frase ou expressão, podendo funcionar como aspas, parênteses ou até travessão, indicando discurso direto, fala de personagens. Ele consiste em um traço no lado esquerdo antes da expressão a ser destacada e um traço no lado direito depois da expressão. No texto abaixo, ele está funcionando como parênteses.



Por último, vou comentar sobre um símbolo que não faz parte do sistema de pontuação brêmico, mas completa os únicos cinco símbolos gráficos da língua: o chamado agatat (literalmente, “separador”). Ele tem função semelhante ao nosso hífen, serve para separar as palavras quando elas não podem ser inteiramente escritas numa única linha. Como vemos abaixo na palavra breemeer, pois só houve espaço para escrever o primeiro litograma. Ficamos então com b-remer. O agatat foi usado para indicar que ambas as partes pertenciam a uma única palavra.



Antes de encerrar, vou deixar um cumprimento muito usado na Cápsula. Ele não possui tradução na Língua Portuguesa, mas pode ser para cumprimentar pessoas que se vêem constantemente, com um pouco de formalidade. A resposta é a mesma, é só repetir.

Ryesakie!