segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Visão geral sobre o ake

Há oito dias não posto nada. Desculpem, é que estive ocupado. Mas, como disse na postagem anterior, vamos agora falar sobre o akee.

O ake é um elemento essencial na construção do Kabreemeer. Vejamos agora todas as suas funções:

1 - Em primeiro lugar, o akee serve para preencher espaços. O espaço 2 (entre a primeira e segunda linhas) e o espaço 3 (entre a segunda e terceira linhas) nunca podem ficar vazios, sendo necessário o uso do ake. Por exemplo, na palavra kaneef (honra):



Vemos que, no primeiro litograma, os espaços 2 e 3, naturalmente, não seriam preenchidos, em vista da posição dos okren, no entanto, foi posto um akee para não deixá-los vazios.

2 - Outra função do akee é, como já foi falado, ser indicador de vogal. Quando a consoante se localiza no mesmo espaço e posição que a vogal num litograma, usamos apenas o akee para indicar que ali há uma vogal. Por exemplo, a palavra booryav (farda, uniforme):



Vemos no segundo litograma que o okre Y iria se sobrepor ao okre R. Sendo assim, é necessário apenas pôr o akee. A ponta do akee indica onde a vogal começa e, considerando que a consoante aponta para a direita, a vogal também o fará, caso contrário, precisaria ser representada, cruzando o R. também é necessário chamar atenção ao fato de o akee começar do espaço 1: isto ocorrerá sempre que ambos os espaços de uma extremidade estiverem vazios.
No terceiro litograma também podemos exemplificar a função de ocupar espaços do akee.

3 – O akee também indica a repetição quando os okren E ou O são repetidos e não há como subentender a repetição. Tomemos como exemplo as palavras damee (pedido de desculpa) e muroob (companheiro):



Neste caso, a posição da consoante não permite expressar a duplicidade da vogal, então usamos o ake para evitar que se confunda com a vogal única, como podemos ver na formação do litograma. Isto implicaria na leitura incorreta (dami e muroub, nos exemplos acima) e possível mudança de sentido.

4 - Aqui entraremos num assunto que será tratado na próxima postagem, portanto, apenas explicaremos como ocorre. O motivo será detalhado posteriormente.
Apesar de o Brêmer possuir uma escrita baseada nos sons, às vezes é necessário dobrar algumas consoantes. Elas ficarão únicas no litograma, que será inteiramente cortado pelo ake. Tomemos como exemplo um sobrenome muito conhecido (o do meu estimado professor de comando da Unidade 03): Crammer.



Como podemos ver, no terceiro litograma, a consoante M fica sozinha e o litograma é inteiramente cortado pelo ake.

Encerramos aqui nosso estudo do ake. É bom memorizar estas funções, pois elas são essenciais no reconhecimento dos litogramas. Estamos quase encerrando nosso estudo do Kabremer e, em breve, partiremos para a leitura e tradução propriamente ditas.

So numat iy deek uryoont!
(Bom estudo e até a próxima!)

domingo, 9 de agosto de 2009

Kabremer (parte 2)

De acordo com as instruções da postagem anterior, não é difícil imaginar que algumas vogais irão coincidir com a posição de algumas consoantes, por exemplo, na sílaba DA. Neste caso, a vogal será omitida, pois já está subentendida. Mas, para que não se confunda com um okri D sozinho, utilizamos outro traço chamado akee, que é perpendicular às linhas e, entre outras funções, atua como indicador de vogal. Vejamos:



Como o ake termina no meio da linha, subentende-se que, dali, inicia-se uma vogal, que só pode ser a vogal A, apontando para a direita, conforme a posição da consoante D.

Outra coisa: numa palavra, normalmente (depois explicaremos algumas exceções), não se pode ter mais de uma consoante num único litograma e nem pode haver um único traço no bloco. Assim, podemos imaginar como se escreveria a palavra kreest (guerra), por exemplo, que só possui uma vogal e quatro consoantes. Para isso, utiliza-se uma ferramenta que não existe no Bubremer. A vogal I não é pronuncida quando está entre duas consoantes, ela serve apenas para preencher espaço e deixar a consoante que sucede “muda”. Esta é uma caracterítica herdada do Brêmer antigo, pois nele a vogal I quase nuca era pronunciada. Tomando como exemplo a palavra kreest, ela se escreveria da seguinte forma:
KIREESITI



Nesta mesma palavra, observamos mais duas particularidades.

No primeiro litograma, vemos um ake no espaço entre a segunda e terceira linhas (que chamamos de espaço 3). Isto porque os espaços 2 e 3 nunca podem ficar vazios. No caso de não haver preenchimento após a colocação dos traços, o especo deve ser preenchido com um ake. O mesmo não ocorre com os espaços 1 e 4 (acima e abaixo das três linhas, respectivamente).

A outra particularidade ocorre no segundo litograma: vemos um okre E dobrado. Como o okre I não possui som quando está entre consoantes, usamos o E para exprimir seu som. Para obter som de E, devemos dobrá-lo. Coisa semelhante ocorre com o okre O. Sozinho, ele possui som de OU e, para expressar o som de O, devemos dobrá-lo. Por exemplo, as palavras abaixo são, respectivamente dooleeme (lealdade) e ryoom (esperança).



As regras acima não são válidas se a vogal estiver no início da palavra nem se ela não estiver precedida de consoante. Por exemplo, as palavras abaixo são emat (dia), istum (tempo) e orat (grande).



Em nossa próxima postagem, falaremos mais detalhadamente sobre todas as funções do ake.


E para todos os pais: Parabéns, hoje é o seu dia:
Leken emat ek edapen!!!
(Feliz Dia dos Pais!!!)

Kabremer

O Kabremer é a escrita original brêmica. A partir de agora, estudaremos a escrita e depois passaremos para a gramática, incluindo o vocabulário.

Relembremos da diferença visual entre os katras, os piynum e os kiynum: os katras iniciam no meio de uma das linhas e terminam em uma extremidade. Os piynum e kiynum começam em uma extremidade e terminam em outras, sendo os primeiros ocupando um único espaço e o segundo ocupando dois.

Cada litograma se constrói sobre um bloco, que possiu três linhas. Estes blocos são chamados de dakoo (plural dakooin) e estas linhas são chamadas de tome (plural tomen). Para se representar os sons, utilizamos traços oblíquos sobre os dakooin, que se chamam okre (plural okren), que são os katras, piynum e kiynum.

Cada bloco pode conter, no geral, dois ou três traços e destes, apenas um pode ser uma consoante, pois estas possuem posição fixa. O mesmo não acontece com as vogais, veremos que elas podem ser qualquer traço iniciando no centro de uma linha e terminando na extremidade que outra, em qualquer direção. Esta direção definirá a posição da vogal em relação à consoante que a acompanha no litograma. As imagens abaixo, por exemplo, representam, respectivamente AS, SA e ASA. A letra A fica em cima da primeira linha. Quando a vogal aponta para a esquerda, significa que ela deve ser pronunciada antes da consoante; quando aponta para a direita, vem depois; e quando há duas vogais apontando para direções opostas, significa que uma vem antes e a outra vem depois.

Intervalo I (continuação)

Como estamos num blog sobre a língua brêmica, mesmo neste intervalo, eu não posso esquecer do Brêmer. Vamos ver como se escreve "Gripe Suína" em Brêmer.
Em primeiro lugar, a palavra "gripe", usando o Bubremer, é taseet. A palavra "suína" se constrói a partir da palavra "porco": "porco" em Brêmer é kyuke; utilizando o sufixo -/ik/, que significa "relativo a", construímos a palavra kyukek, que significa "suíno". Como o adjetivo em Brêmer deve ser posto antes do substantivo, temos:

Kyukek Taseet

E em Kabremer:



Leto gateer ig kyukek taseet...
(Tenham cuidado com a gripe suína...)

sábado, 8 de agosto de 2009

Intervalo I

Neste intervalo, vou falar um pouco sobre um acontecimento que todos nós, capsulanos que vivemos na Terra, devemos ficar atentos: a Gripe Suína. A Gripe Suina é uma doença que tem como conseqüência uma variante do vírus H1N1, a transmissão e a apresentação dos sintomas da gripe suina pode ocorrer através do contato com o animal e objetos contaminados. Sendo que surgiu uma nova variante, que pode ser disseminada entre humanos e esta causando uma epidemia no México.

Chega a 170 o número de mortos em decorrência da gripe suína no Brasil. O maior número de casos está nos estados do Sul e Sudeste. Nesta sexta-feira, o estado de São Paulo confirmou 69 óbitos por causa da doença. Foram 19 mortes em apenas quatro dias - entre as vítimas, quatro crianças. No Rio de Janeiro são 28 mortes. O Brasil já tem cerca de 12% das mortes mundiais pelo vírus H1N1 e gestantes respondem por 39,5% das mortes.

O Ministério da Saúde não divulgou balanço das mortes. O levantamento é feito com base nos dados divulgados pelas secretarias estaduais da Saúde.

Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde José Gomes Temporão classificou como uma irresponsabilidade a proposta de acesso livre da população ao Tamiflu , como quer a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro, que entrou com ação na Justiça. Segundo ele, o uso do medicamento como forma de prevenção à doença estimularia a automedicação e o uso do remédio por pessoas que não estão doentes provocaria uma mutação no vírus, tornando-o mais resistente.

Temporão disse que o vírus da gripe suína já se misturou ao da gripe comum e hoje é responsável por 60% dos casos de gripe. Ele disse que o tratamento para a gripe suína e comum são os mesmos, assim como os sintomas. Apesar do Brasil já registrar 12% dos óbitos por gripe A do mundo, o ministro afirmou que ambas as gripes têm baixa taxa de mortalidade. O Ministério da Saúde informou ter enviado mais 191 mil doses de medicamento para tratamento da nova gripe aos estados.

Bahia e Pernambuco confirmaram no dia 3 de agosto duas mortes por gripe suína. Uma adolescente de 17 anos estava internada desde o dia 20 de julho em um hospital de Olinda e morreu em decorrência da doença. Esse foi o primeiro caso de morte por gripe suína em Pernambuco.

Essas foram a segunda e terceira (na Bahia) mortes por gripe suína na região Nordeste do Brasil. A primeira morte foi registrada em João Pessoa, na Paraíba.

Estejam sempre ligados! A entrada na Cápsula, no momento, está sendo monitorada para que a doença não atinja os capsulanos, que possuem imunidade muito mais baixa que os terráquios. A vacina, por enquanto, ainda não existe na Terra e na Cápsula ainda está nos processos finais de teste. A disponibilizaçao para a Terra já está sendo negociada. Enquanto nada aninda está resolvido, prestem atenção no quadro abaixo, que relaciona as principais questões sobre a doença.



O Ministério da Saúde mantém uma página sobre a gripe suína no endereço http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534 e também há uma página sobre as principais dúvidas em relação à doença no endereço http://www.respostasgripesuina.com.br/

Bubremer

Quando falamos sobre a história do Brêmer, mencionamos que ele possui uma escrita correspondente em todos os sistemas de escrita da Terra. Chamamos estes sistemas correspondentes de Bubremer. Há vários sistemas de Bubremer, correspondentes a cada sistema de escrita. Aqui, falaremos sobre o Bubremer latino, que usa o alfabeto latino moderno, o mais usado na Terra, mas também há o bubremer katakana, o bubremer grego, o bubremer russo, etc.

Em primeiro lugar, saibamos que o Brêmer se baseia nos sons. Obedecendo às regras de cada letra, as palavras se escrevem da mesma forma que se lêem.
Relembrando, em ordem alfabética brêmica, as letras que usamos são:

a – d – p – e – g – b – i – m – l – s – f – o – t – v – u – k – z – y – n – r

Vamos agora às regras:

• Os katras ai, e u possuem seus sons característicos.

• O katras o sozinho depois de uma consoante tem som de ou. Para obter som de o, ele precisa ser duplicado (oo).

• O katras e sozinho depois de uma consoante tem som de i. Para obter som de e, ele precisa ser duplicado (ee).

• O katras y tem som de i, com algumas exceções: diante de l, formando contrução ly, tem som de lh; diante k, formando a construção ky, tem som de x; diante de n, formando a construção ny, tem som de nh; diante de r, formando a construção ry, tem som de rr; diante de i, formando a construção iy, tem som de j ou pode ter som de ji.

• O piynum g sempre tem som palatal, mesmo diante de e e i.

• O kiynum m sempre tem som bilabial, além de implicar em nasalização da vogal anterior.

• O kiynum l sempre tem som alveolar, mesmo depois de vogal.

• O piynum s sempre tem som sibilante, mesmo entre vogais.

• O kiynum n, posto depois de vogal, apenas a nasaliza e não é lido.

• O kiynum r sempre tem som vibrante, independente da posição, a não ser que seja sucedido por y e este por outra vogal, quando adquire som aspirado.
Vejamos abaixo alguns exemplos de escritas de palavras e frases usando o Bubremer latino. Todas as palavras serão escritas em quatro níveis: primeiro frase em portugês, depois a escrita no Bubremer latino, que será sempre em itálico, depois a escrita no Kabremer. Este último será escrito apenas a título de curiosidade, pois será explicado mais adiante.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Dameenesem us sameeles muriaken la du ba ye dae urganeet.




Não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem pode nem chegar.
Ba yma baleif ep geemat valere, beekta geemat valere agroosem ba maes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Surpresa

Antes de passarmos para o aprendizado da língua, vou deixar uma frase em Brêmer. por enquanto, vamos guardar segredo do que ela significa, é só para termos um exemplo de escrita brêmica e assim saibamos reconhecê-la.
Mais adiante, vamos traduzi-la e utilizá-la como exemplo para algumas particularidades do Brêmer.

Alfabeto Brêmico

Como sabemos, o Brêmer não é escrito com letras ou nenhum símbolo conhecido na Terra. Ele é escrito com os chamados litogramas, que são representações de sons que podem ser pronunciados ou não. Mais adiante, veremos as regras de leitura e pronúncia do Brêmer.

Abaixo, temos uma imagem com o alfabeto brêmico em ordem alfabética, separando os katras, piynum e kiynum.




Os katras são os traços que representam sons vocálicos. Eles iniciam no centro de uma das linhas e terminam na extremidade de outra.
Os piynum e kiynum são os traços que representam os sons consonantais. Eles iniciam numa extremidde de uma das linhas e terminam na extremidade oposta de outra linha. A diferença entre os dois é a quantidade de espaços que ocupam. Os piynum ocupam um único espaço entre as linhas e os kiynum ocupam dois.

Um pouco da história do Brêmer

Estou enviando agora um pouco da história do Brêmer. Tentei resumir ao máximo para não ficar cansativo.

O Brêmer é a língua falada em toda a Cápsula. Trata-se de uma extensão geográfica muito grande e um enorme número de falantes. Além disso, areal origem do Brêmer é desconhecida, há apenas especulações. O Brêmer primitivo (que chamamos Fibremer), após séculos, foi, naturalmente, se diversificando. Verificavam-se em diferentes regiões da cápsula versões bastante diferentes, muitas vezes completamente destoantes, da língua. O quadro começou a ficar ainda mais complicado quando as discordâncias entraram no plano da escrita.

Como a Cápsula só subsiste enquanto una, o presidente da época, Sr. Lukan Ranvier, propôs uma reforma na língua brêmica. Os problemas que eram gerados com as complicações na comunicação falaram alto e a proposta foi aceita com unanimidade. Assim, iniciou-se a maior conferência já ocorrida na Cápsula – a Reforma Brêmica do 22º Ciclo. Nela, foram definidas as regras que seriam o padrão brêmico. O sistema de escrita foi renovado e a gramática foi simplificada, para maior aceitação da população. Assim, surgiu o hoje conhecido como Urbremer.

Em meados do 35º ciclo, considerando-se as relações com os terráqueos, a presidenta Juliet Koovnek fez a Conferência Brêmica da Unidade 27 para definir as relações do Brêmer com os sistemas de escrita terráqueos. Desde esta conferência, hoje há uma regra para se escrever em Brêmer com o alfabeto grego, o alfabeto latino, o katakana, etc. Desde lá, tornou-se padrão escrever, além da escrita brêmica original (Kabremer), sua correspondente, geralmente no alfabeto latino moderno, o mais utilizado na Terra.

A Língua Brêmica

Capsulanos de plantão, sejam bem-vindos ao blog d'A Língua Brêmica.

Em todos os lugares da Cápsula, podemos perceber que a língua brêmica não é vista com a importância que realmente se deve a ela. Desta forma, eu, Vinícius Coulton Harrington-Smith, decidi abrir este blog onde poderemos discutir e aprender muito sobre esta língua que constitui a base da maior civilização do mundo: a Cápsula.
A Interface Cerebral Brêmica é, inegavelmente, de grande ajuda. Ela permite a comunicação imediata de todas as pessoas presentes na Cápsula, atingindo o objetivo maior do Brêmer Restaurado: a comunicação rápida e fácil de todos os capsulanos. No entanto, ela não é o suficiente, visto que, muitas vezes, é necessário falar em Brêmer fora da Cápsula.

Sempre que descobrir mais, mandarei posts sobre o Brêmer Antigo, mas já deixo todos cientes da limitação que encontramos ao conhecer esta "versão" do Brêmer, pois, além de complicada, não foram deixados muitos registros sobre a língua em si.
Agradeço a ajuda de meu amado pai, Sr. Arthur Harrinton-Smith e do professor e amigo Laryarie Kyeptoon, grandes conhecedores da língua que têm me ajudado muito. E não posso me esquecer de agradecer também a ajuda das minhas amigas Anna Vanucchi, Mayara Mallet (se não ela me mata!) e Karina Bittencourt - as Escolhidas -, que têm me ajudado muito na reunião de informações sobre A Língua Brêmica.

Espero que este blog seja bastante proveitoso a todos!...