O ake é um elemento essencial na construção do Kabreemeer. Vejamos agora todas as suas funções:
1 - Em primeiro lugar, o akee serve para preencher espaços. O espaço 2 (entre a primeira e segunda linhas) e o espaço 3 (entre a segunda e terceira linhas) nunca podem ficar vazios, sendo necessário o uso do ake. Por exemplo, na palavra kaneef (honra):

Vemos que, no primeiro litograma, os espaços 2 e 3, naturalmente, não seriam preenchidos, em vista da posição dos okren, no entanto, foi posto um akee para não deixá-los vazios.
2 - Outra função do akee é, como já foi falado, ser indicador de vogal. Quando a consoante se localiza no mesmo espaço e posição que a vogal num litograma, usamos apenas o akee para indicar que ali há uma vogal. Por exemplo, a palavra booryav (farda, uniforme):

Vemos no segundo litograma que o okre Y iria se sobrepor ao okre R. Sendo assim, é necessário apenas pôr o akee. A ponta do akee indica onde a vogal começa e, considerando que a consoante aponta para a direita, a vogal também o fará, caso contrário, precisaria ser representada, cruzando o R. também é necessário chamar atenção ao fato de o akee começar do espaço 1: isto ocorrerá sempre que ambos os espaços de uma extremidade estiverem vazios.
No terceiro litograma também podemos exemplificar a função de ocupar espaços do akee.
3 – O akee também indica a repetição quando os okren E ou O são repetidos e não há como subentender a repetição. Tomemos como exemplo as palavras damee (pedido de desculpa) e muroob (companheiro):

Neste caso, a posição da consoante não permite expressar a duplicidade da vogal, então usamos o ake para evitar que se confunda com a vogal única, como podemos ver na formação do litograma. Isto implicaria na leitura incorreta (dami e muroub, nos exemplos acima) e possível mudança de sentido.
4 - Aqui entraremos num assunto que será tratado na próxima postagem, portanto, apenas explicaremos como ocorre. O motivo será detalhado posteriormente.
Apesar de o Brêmer possuir uma escrita baseada nos sons, às vezes é necessário dobrar algumas consoantes. Elas ficarão únicas no litograma, que será inteiramente cortado pelo ake. Tomemos como exemplo um sobrenome muito conhecido (o do meu estimado professor de comando da Unidade 03): Crammer.

Como podemos ver, no terceiro litograma, a consoante M fica sozinha e o litograma é inteiramente cortado pelo ake.
Encerramos aqui nosso estudo do ake. É bom memorizar estas funções, pois elas são essenciais no reconhecimento dos litogramas. Estamos quase encerrando nosso estudo do Kabremer e, em breve, partiremos para a leitura e tradução propriamente ditas.
So numat iy deek uryoont!
(Bom estudo e até a próxima!)







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