Já faz um bom tempo que não posto. Final de ano sempre é uma correria. Mas escapei um tempinho pra postar. (P.S.: Estou no computador de Julio!)
Mas vamos agora continuar falando sobre verbos.
Espero que tenham decorado as formas dos tempos simples porque a partir delas, os quatro tempos compostos são bem fáceis.
Primeiro, quero que conheçam a partícula YE, por vezes chamada de partícula intensificadora, pois geralmente intensifica o sentido do tempo verbal. Vamos ver como acontece:
O presente perfeito expressa a certeza de um acontecimento que ocorre no presente. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo conjugado no presente simples. A conjugação não pode ser omitida, pois veremos que, se isso ocorrer, subentende-se que o verbo está no Passado Perfeito, e não no Presente Perfeito. Vejamos
Te aretusem ak ken ye obesusem gam ne? (“Você quer que nós façamos isso?”)
Te ye letosem so matee. (“Tenha um bom dia.”)
É importante observarmos que a conjunção integrante AK da primeira frase, que frequentemente acompanha este tempo verbal, pode ser omitida. Sendo assim, a frase acima poderia ser escrita:
Te aretusem ken ye obesusem gam ne?
O passado perfeito expressa uma ação que aconteceu e se completou no passado. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo conjugado no passado imperfeito. A conjugação é freqüentemente omitida; o verbo no infinitivo precedido da partícula YE já subentende o passado perfeito. Por exemplo:
Ke ye teerasoon ak te obesusoon. (“Eu vi o que você estava fazendo.”)
Sun ye maosoon leif. (“Ela soube de tudo.”)
Sun ye maos leif. (“Ela soube de tudo.”)
O futuro perfeito expressa a certeza de uma ação que irá acontecer no futuro. Funciona como uma confirmação, uma promessa. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo conjugado no futuro simples. Nunca deve ser omitida a conjugação, caso contrário implicará na mudança do tempo da frase.
Ist te maes, ke ye unedasur vartuk. (“Quando você chegar, terei terminado o trabalho.”)
Por último, temos o tempo possível. É necessário prestar muita atenção sobre este tempo, pois, na Língua Portuguesa, ele pode assumir várias traduções. Neste caso, ao invés de intensificar o sentido do verbo, ele o deixa duvidoso. Por conta disso, vem muitas vezes acompanhado da conjunção “se”. Constrói-se com a partícula YE sucedida do verbo no imperativo de comando. Também nunca pode ser omitida a conjugação.
Sun tanu ye nanda gam. (“Ela gostaria muito de ganhar isso.”)
Du san ye vartu, san ye olyuku tagne. (“Se ele trabalhasse, ganharia dinheiro.”)
Obs.: Um caso muito comum no brêmer é o Subjuntivo Duplo, que usa dois vebos no tempo possível e se traduz na Língua Portuguesa com duas conjugações diferentes – Pretérito do Subjuntivo e Futuro do Pretérito –, como vimos no segundo exemplo.
Enfim, os verbos brêmicos têm oito tempos. Se vocês contarem, já vimos os oito. Mas isto não significa que eles só têm oito formas. O estudo dos verbos ainda renderá outras postagens, então, estudem!
Terasur te!
(Até mais!)








