Ya, soin!
Pessoal, vamos falar agora dos números cardinais, aqueles que usamos para contar.
Para nós que usamos o sistema de numeração indo-arábico, é fácil fazer a correspondência com o sistema de numeração brêmico, mas para os outros, será um pouco mais difícil.
É importante dizer que os capsulanos também aprendem o nosso sistema, por ser o mais usado da Terra. Sendo assim, pode-se ler os números em brêmer, mesmo que estejam escritos com o nosso sistema. Assim, temos os números de 0 a 9.
0 - YUT
1 – ZU
2 – TEEM
3 – REES
4 – NEEP
5 – YK
6 – SEE
7 – GEEM
8 – MU
9 – SOS
Posteriormente lembraremos novamente, mas é bom não confundir o numeral YK (cinco) com a preposição IK (sobre/acerca de).
Como veremos adiante, o número 0 é raramente usado. Ele não é necessário no sistema numérico, foi introduzido posteriormente para representara idéia de vazio ou nulo. Inclusive, a palavra YUT também significa “nulo”. Também é usado para algumas numerações, precedendo cada número. Um exemplo é o número das Unidades Capsulanas.
Para números a partir de dez, usamos os elementos multiplicativos. Estes são símbolos utilizados nos números que representam uma multiplicação de seus valores.
Temos aqui três números, aparentemente 2, 5 e 8.
No entanto, sobre o número 2, temos um ponto, o nosso elemento multiplicativo. Isto significa que ele será multiplicado por 10. Sendo assim, temos o número 20.
A leitura deve ser feita da seguinte forma: teem fak. A palavra fak significa “10”. Ou seja: dois dez = vinte.
Sobre o número 5, temos dois pontos. Isto o multiplica por 100, obtendo o número 500.
Lemos yk zut: cinco cem = quinhentos.
Sobre o número 8, temos três pontos. Assim, temos oito multiplicado por mil, 8000.
Lemos mu doo: oito mil.
Agora vejamos os números abaixo:
Cada elemento multiplicativo só pode ser posto três vezes e deve ser posto, a princípio, acima do número. À medida que se avança no número, o valor do elemento decresce.
Por exemplo, no primeiro numeral, temos 3592. O valor do elemento do primeiro número é 1000, já que ele possui três pontos. O valor do elemento do segundo é 100, do terceiro é 10 e o quarto é 1.
No segundo numeral, vemos que os elementos podem ser postos também abaixo do número. Isso ocorre a cada três casas. Sempre são postos três símbolos, conforme será mostrado abaixo, mas nos detenhamos a este número agora:
Temos um ponto sobre o número 1 e nenhum sobre o número 5, obtendo 15.
Abaixo deste conjunto, pomos mais três pontos, o que significa que as três casas anteriores (neste caso, todas as casas) são multiplicadas por mil. Logo, temos “quinze mil”.
Continuamos com o 9, sobre o qual temos dois pontos; depois o 4, sem nenhum ponto. Temos assim 904.
Todo esse conjunto forma o número 15904.
Lemos fak yk doo sos zut neep.
Fak é “dez”, que dispensa o zu para representar uma dezena.
Fak yk é quinze. Fak yk doo é “quinze mil”.
Zut é “cem”. Sos zut é “novecentos”. Sos zut teem é “novecentos e dois”.
Vemos então que o uso do número zero é dispensável no sistema numérico brêmico.
Como cada elemento multiplicativo só pode ser usado três vezes, usamos outros símbolos para números superiores à casa dos milhares. Por exemplo, um traço vertical (|) multiplica o número por um milhão (1 000 000), um traço horizontal (-) multiplica por um bilhão (1000 000 000), uma cruz (+) multiplica por um trilhão (1 000 000 000 000), dois traços (=) multiplicam por um quadrilhão (1 000 000 000 000 000), um triângulo (∆) multiplica por um quintilhão (1 000 000 000 000 000 000), e assim por diante.
1 000 – DOO
1 000 000 – VE
1 000 000 000 – PE
1 000 000 000 000 – GA
1 000 000 000 000 000 – EM
1 000 000 000 000 000 000 – ZEE
1 000 000 000 000 000 000 000 – LOO
1 000 000 000 000 000 000 000 000 – DE
Para todos estes números, o zu não é necessário quando nos referimos a uma única unidade.
Abaixo, deixarei um número bem grande. Na próxima postagem eu digo o valor e a leitura dele:
So geenoof!
(Bom treino!)




Nenhum comentário:
Postar um comentário