Como já sabemos, o Brêmer já teve uma outra versão, a que chamamos Fibremer. O Fibremer não era como o Urbremer é hoje. Ele se escrevia e se pronunciava diferente, além de muitas palavras serem diferentes. No entanto, algumas palavras do Fibremer foram conservadas até hoje, principalmente alguns nomes e sobrenomes. Só que o sistema de escrita do Fibremer era diferente. Para escrever certas palavras com o nosso sistema, usamos um artifício: o akee.
No Urbremer, não podemos dobrar consoantes, visto que a escrita se baseia na leitura e não haveria sentido em dobrar uma consoante, fazendo adquirir a mesma leitura. No Brêmer Antigo, pelo contrário, isto acontecia muito. Vamos tomar como exemplo um sobrenome: Riddle. Ele possui um D dobrado, característico do Brêmer Antigo, pois ele vem realmente do Brêmer Antigo. Para construir este nome, primeiro vamos pôr o R no primeiro litograma, em seguida o E, que tem som de I. No próximo, não podemos permitir que o nome perca sua origem escrevendo-o normalmente, baseado no seu som, com é o normal de se escrever em brêmer. Então, o litograma terá um D e será cortado inteiramente pelo akee. Assim. No litograma seguinte, precisamos construir o OU. Sabemos que a vogal O, sozinha depois da consoante, já possui este som. Sendo assim, pomos apenas o O e completamos os espaços 1 e 2 com um akee:

Chamamos estes dois tipos de construções de litogramas antigos, porque eles só ocorrem em palavras que vêm do Brêmer Antigo. Por ser uma escrita que destoa das regras do brêmer restaurado, é muito importante conhecer palavras que a possuem. No caso acima, por exemplo, alguém que não conhece esta regra poderia ler Ridou, com o R vibrante no início da palavra, uma construção muito rara do brêmer.
Outra forma que vem do Fibremer é o som IE. Com a prática, pode-se perceber que estes dois sons consecutivos nunca ocorrem no Brêmer Restaurado. No Antigo, porém, havia uma símbolo que, sozinho, representava estes dois sons. Ele também foi conservado em alguns sobrenomes (ou na maioria deles), como, por exemplo, o sobrenome BEENAVIE, porém, não implica necessariamente em um litograma modificado: é apenas a utilização consecutiva de I e E, podendo ficar num Triplo, como vemos na palavra abaixo (“benavie” significava “elegante” no Fibremer). Vejamos sua construção abaixo:

No último litograma, podemos ler VIE (neste caso, o E é fechado: IÊ), identificando imediatamente uma palavra antiga.
Aqui estamos quase no fim do nosso estudo das regras da escrita brêmica, só faltam alguns detalhes. Mais adiante, ressaltaremos alguns pontos especiais que merecem maior atenção. Nas próximas postagens, construiremos algumas palavras e expressões em brêmer para que se possa familiarizar-se com a escrita. Em seguida, passaremos à conversação propriamente dita, junto com a gramática. Memorizem bem as regras descritas anteriormente: elas serão de suma importância.
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