segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Os Triplos

A escrita brêmica, além das regras que falamos anteriormente, possui o que denominamos anormalidades. As anormalidades são duas: os Triplos e os Litogramas Antigos. Falaremos agora sobre os Triplos.

Lembrem-se de que o normal é que o litograma tenha dois traços, uma vogal e uma consoante. No caso que mostraremos agora, o litograma apresenta três traços, por isso chamamos de Triplo. O Triplo (ryeeset, em brêmer) acontece quando, mesmo com os vários artifícios que aprendemos, não é possível dividir corretamente a palavra em litogramas, pois sobra uma vogal. Há dois tipos: o Triplo Comum, ou Mirressit (Meryeeset), e o Triplo Final, ou Surressit (Suryeeset).

Vejamos a palavra nootuo – deus. Não poderíamos pôr nenhum I depois do T, pois, neste caso, leríamos NOTIUO, pois a regra do I mudo só funciona se ele estiver entre consoantes ou no fim da palavra. Então, temos que pôr os três traços no mesmo litograma. Como sempre, começamos pelo T, que é a consoante. Depois pomos o U, pois vem primeiro. E depois, pomos o O, porém, ele não parirá da segunda linha, como normalmente acontece, mas da terceira. Isso indica que ele vem depois do U, que tem sua posição normal. No caso da palavra nootuo, vemos que este O (partindo de sua linha secundária) coincidiria com o T, então, pomos apenas um ake sobre a consoante para indicar que ali há uma repetição daquele traço, porém, como vogal. Este é o Triplo Final, pois só acontece no final das palavras.



Agora, tomemos como exemplo a palavra ada - dente. Não dá para pôr nenhum I nem usar o Triplo Final. Usaremos então o Triplo Comum. Primeiro pomos a consoante, e, em seguida, as vogais, uma apontando para frente e a outra para trás, indicando que uma vem antes e a outra vem depois da consoante. Nesta palavra, pomos também o ake para preencher os outros espaços:



Neste caso, vemos o ake sendo usado para duas funções. Primeiro, ele ocupa os espaços 2, 3 e 4, que estão vazios. No espaço 1, ele indica uma repetição de um traço no mesmo sentido da consoante, caracterizando um A depois da consoante. Pode parecer estranho, pois dissemos que o ake junto com a vogal indica uma repetição desta no mesmo sentido da outra vogal. no entanto, isto só é válido para o E e o O. No caso do A e do U, o ake é usado neste sentido. Entendamos este exemploa mais como uma exceção à regra.

Na próxima postagem, falaremos sobre a outra anormalidade. Fiquem atentos, estamos quase terminando as regras da escrita e logo passaremos para a melhor parte...

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